6 de dezembro de 2004

O Amor e a máeducação

Fui assistir Má Educação.
Não Gostei Apesar Do Che Guevara Lindo Como Mulher.

Achei que faltou aquela paixão dos outros filmes, os últimos três me fizeram chorar muito. Hoje, fui assistir filme porque estava com o choro encravado e precisava desopilar.

Entreguei os capítulos hoje. Consegui, sem muito estresse, não muito mais do que aquele que continuou não me deixando dormir. Obrigado Ana e todo mundo que torceu.

E acho que queria chorar por causa daquela sensação pós pressão. Um vazio, estranho...Quase me lembrou o 1º de Maio do Mário de Andrade...

O que faço com tanta folga? Mental principalmente, porque física eu não ando tendo...

Daí descobri que, quem sou eu pra dizer que o Almodóvar não tem paixão?

Sou eu que não tenho... mais.

Descobri também que minhas amigas são muito, muito corajosas. Umas amam de longe, outras enfrentaram perrengues pesadíssimos ao lado da família do namorado e começaram de novo, outras são pegas de surpresa pela paixão, outras têm filhos, vão morar junto, mesmo que leve mais de dez anos pra decidir se isso é o certo.

Faz algum tempo que eu percebi que o amor, mesmo que unilateral, passageiro, profundo, pra sempre, é pra poucos. Ou pra todos aqueles que têm a coragem de se dobrar, se entregar, cair, admitir, gritar, chorar e sofrer. E recomeçar.

Por isso eu não choro mais, parece. Nem com um filme do Almodóvar.

PS: Em tempo: o nome dele é G-U-E-Y, e não GAY (Viu Jú?!), que significa cara, tipo, meu paquerinha!