23 de abril de 2005

Domingo 23

Domingo 23. Domingo 23 é dia de Jorge. Dia de Jorge.

Eita feriado comprido.
Ta valendo pelo dia do enforcado. Teve um churrasco com meus melhores amigos do colegial, fotos, piadas, lembranças, bebedeiras. Pelas fotos, melhorei muito nos últimos dez anos (porque vcs nunca me avisaram que aquele cabelão era horrível!?). Vários meninos pioraram muito, todos uns 20 kg mais gordos. Foi bom, saí vêvada, torta, mas feliz.
Vai valer também pelo amanhã, aniversário do meu irmão que vai fazer um quarto de século. A idade chega pra todo mundo!

Também nesse meio fui pro sítio, estava com muita saudade e com muito medo. Foi bom, está tudo tranqüilo, os cachorros berebentos e felizes como sempre. Jogamos baralho, bebemos uma cerrejinha, conversamos sobre o que fazer. Parece que algo foi resolvido, até a manhã seguinte quando minha mãe voltou a plantar ipês pelo sítio. Quase não tem mais lugar vago pra árvores, em toda aquela terra! Sem querer ouvimos ontem à noite várias vezes a música do Jorge da Capadócia quase que pedindo proteção e sem saber que hoje é o dia dele. “Para que meus inimigos tenham olhos, e não me vejam!”

E hoje estou em Itu, sem nenhum amigo pra beber uma cerveja. É foda, estou precisando conversar, contar minhas últimas papagaiadas, declarar pra alguém que eu nasci mesmo pra ser solteira, pela mais simples asserção de que EU NÃO SEI ME RELACIONAR”. Me incomoda esperar outras pessoas fazerem coisas que não estão sobre meu controle. E, ridículo, eu sei. Qualquer amigo que estivesse falando comigo nesta cerveja ia me mandar tomar no cu (o espaço do comentário é pra isso, fiquem à vontade). Eu sei, nem deu tempo pra acontecer nada ainda, mas pra quem tem o segundo, a hora como referência, uma semana pode parecer um século. Vão-se minhas unhas (roídas) e ficam os dedos. Sou ansiosa patológica (podem concordar nos comentários) e acho que ainda não aprendi aquele tão falado "tempo das coisas". A Fernanda Porto, numa entrevista, diz que tem que ler o Eclesiastes (é isso?), onde ela se inspirou pra fazer uma música que eu nunca ouvi, mas que passou na teve da fisioterapia no mesmo dia do mural das borboletas. Era algo como o tempo de viver, de morrer, de esperar e de arregaçar!!?

Eu não sei esperar, não sem meu crochê!

PS: entrei no orkut numa comunidade NÃO SEI NAMORAR
PS2: Vocês acreditam que uma mulher me escreveu perguntando da comunidade do Ernani Moraes. Não somos as únicas, hahahahahaha!
PS3: Tábom, é domingo 24. Mas a música diz isso e eu complemento: NÃO SEI ESPERAR!
PS4: Não precisa me mandar tomar no cú, era brincadeira!