24 de maio de 2005

Vai passar! Tá passando!

Eu não me agüento de bode. Imagino vocês...não devem agüentar também. Está melhorando a sensação de vazio, de paqueras, de amores. Está passando a vontade de entender o que acontece nos relacionamentos humanos, o que passa na minha cabeça, na dele, na de Santo Antônio. Cansei de forçar o futuro a fazer o que eu quero.

Alguns dizem que isso é errado. Corra atrás do que você quer; quem quer, consegue; lute por seus objetivos; vá atraz do que quer...e inúmeras outras variações do mesmo tema. Eu acho que isso deve estar intimamente ligado a ideologia neoliberal, a qual desprezo. Então, não corro porra nenhuma.

Outros dizem que isso é certo. O que tem que ser, será; Se é seu, vai embora e volta; Se quiser alguma coisa, deixe que ela virá. Isso também deve estar ligado a um entendimento místico do destino divino, caminhos traçados, karmas, etc..., os quais tento desprezar. Então, também não espero porra nehuma.

Enquanto decido entre ideologias, sabedorias populares e conselhos...trabalho e durmo, não na mesma proporção.

22 de maio de 2005

Cansei

Estou sentindo um cansaço que quase cheira a desânimo. Ainda não recebi resposta da orientadora, estou com a dissertação em suspenso. E também o trabalho não está muito estimulante; na verdade essas 8 horas estão me matando.

Ontem, antes de ir pro casamento, bocejava tanto que saía lágrima do meu olho, deixando aquele rastro na minha maquiagem improvisada. Também fui no cabeleireiro, cortei o cabelo e ela me fez um penteado horrível, e ainda colocou um troço que deixava o cabelo duro. Como era muito cedo ainda, resolvi dormir um pouco pra ver se o penteado melhorava; qualquer coisa eu tomaria um banho, lavaria a cabeça e começaria tudo de novo.

O penteado me pareceu melhor depois do sono e fui assim mesmo. A festa tava boa, tomei visqui que acabou cedo, comi docinhos inimagináveis, coisas boas. Dancei é na sola da bota, i feel good, poeira, e outras top hits anima casório conseqüência: explodi meu pé...e só fui perceber hoje de manhã.

A noiva estava bonita, fiz pedido na igreja nova, correu uma lágrima quando vi a avó dela chorando, não peguei o buquê, teve chuva de pétalas em cima dos noivos (caindo do teto da igreja) na hora da troca de alianças, vi tios de faz tempo e meus primos de toda hora...(se não fossem eles casamentos em família não teria graça nenhuma.) E também fiquei com pena da dama de honra, que entrou sozinha e meio tensa, nesse ensaio de casamento em que se forçam as meninas crianças à uma prévia do que um dia vai ser o dela; e no fundo, no fundo elas ainda têm que garantir a honra da noiva...ainda bem que ninguém perguntou nada pra ela!

Hoje já dormi à tarde e não vejo a hora de dormir de novo. A semana não está muito animadora, trabalho na sexta-feira. Os dias estão meio vazios de coisas e repletos de trabalho.

Acho que ainda estou triste com o último caso que não rolou.

Acho que preciso comprar uma lã pra fazer crochê, assim esperar dias mais animadores fica mais fácil.

18 de maio de 2005

Com tempero de salsa (inha)

No pienses...que voy a pelear por el
Ni sueñes... que voy a luchar por el

Yo te lo regalo
Llévatelo lejos
Eres mala suerte
Y yo no lo quiero

Mi mayor venganza será...serááááá...
que te quedes con el
Mi mayor venganza será...serááááá...
que el pasar de los años
Tu descubra su engaño
Y como una alma en pena. vivas al fin
Moribunda de amor!
Moribunda de amor!
Mientras yo me río!

Olha que música excelente para dor de cotovelo! Eu falo, a salsa sempre diz o que eu sinto, mesmo que esse não seja exatamente o meu caso.

Moribunda de amor...é excelente!

16 de maio de 2005

Mais um post musical!

Dedicado a minha amiga Bia, que pediu esclarecimentos sobre os últimos acontecimentos.
*
Aconteceu que eu comecei a ficar frustrada, com raiva, de não receber um telefonema esperado.

Estava parecendo um pouco incoerente com os momentos juntos, as palavras trocadas, tudo intenso, íntimo, legal, apaixonante, sexual ao extremo, fofo, lindo, grande, químico, “ te ligo”, “vamos viajar em julho”, “guarda aí que isso é nosso”.

De qualquer forma, eu estava tomando um puta cuidado pra não parecer colona, pra não ficar ligando, pra não ficar no pé. Das POUCAS vezes que eu liguei, brilhou um aviso de néon sobre minha cabeça: medo!

Então, no auge da histeria, no meio de um fim de semana e pra botar ponto final em uma história, apaguei o telefone celular dele do meu telefone celular. E não gravei o número na minha memória. Tudo isso nada foi mais do que uma estratégia xiita de me proibir de ligar pro cara, de qualquer jeito. Se não sabe se controlar, fica sem!

E também pra me enganar que ele ia me telefonar em breve, assim eu teria o telefone dele de novo.

Até hoje, estou esperando!
Quando eu digo que eu só me fodo, vocês não acreditam!

MAS,
E só pra lembrar, mais uma da Ceumar (porque eu to rimante!)
“Tudo que se acende, se apaga
Fósforo se apaga, vela, incêndio, lamparina
O olho da menina, até o seu.
Tudo pode se acabar, tudo pode se apagar
E virar lixo!”

Considerações:
1. O cara já largou faz tempo a adolescência (faz tempo mesmo).
2. Ele não precisa de papinhos pra me levar pra cama porque eu to facinha.
3. E pra eu não acha-lo um canalha – porque não dá pra eu ficar achando canalhas em todas as pessoas com quem eu fico – resolvi tentar não fazer mais esforço pra entender
4. E se é coisa que eu não entendo, preferi apagar o incêndio.
5. Estou meio triste com isso.

12 de maio de 2005

sequer um par pra dividir!

Por isso deixo aqui meu endereço
Se você me procurar, eu apareço
Se você me encontrar, te reconheço!

Pode parecer conversa ...mas apaguei o telefone do moço do meu celular. Todos os vestígios, das chamadas ligadas e recebidas. Tinha lágrima que nem saía do meu olho, um pouco com raiva de não saber lidar com situações de incerteza. É isso, nada mais aconteceu! Nada de errado aconteceu! É só eu que não sei lidar com a incerteza do passar do tempo. E já estou ficando monotemática!

Só sei que o mundo vai de lá pra cá
Andando pó ali, por acolá
Querendo ver o sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem

Não vem.... Há 15 dias atrás, combinamos de sair e esperei 4 horas por ele. Não vem...mas acabou vindo. Bêbado, feliz, foi ótimo! E me disse que era embananado, eternamente atrasado, confuso, enrolado! Acreditei e desanimei! Cada um pode com a força que tem!

11 de maio de 2005

Bem cansada!

Estou vivendo as 24 horas do dia, como dizem os otimistas. Deito, levanto cedo, escrevo, vou pra fisio, nadar, escrevo, vou trabalhar, escrevo, durmo. Tenho umas olheiras até o meio do rosto, mas estou bem. Bem cansada!

7 de maio de 2005

Mulher independente procura...

Muito me achando independente, estou sábado à noite solitária, decidia a não ligar, terminando a dissertação, de banho tomado, janta feita, cozinha arrumada. À tarde, fiz compras de comidas e trouxe um vinho pra casa, imaginando uma noite de luxúria com o Word aberto na página 102.

Muito me achando independente, tirei a casquinha da garrafa e enfiei o saca-rolhas. E a garrafa não abria de jeito nenhum. Tentei puxar, empurrar, nada. Apelei para o porteiro já com alguma vergonha.

Atrás do balcão estava a Lucy, a porteira mulher que causa algum espanto nos que vem me visitar. Muito simpática, tentou puxar a rolha. Rimos com vergonha, “tem que ser força de homem”. Respondi, “segura aí que eu puxo”. Nem se mexeu a rolha.

Muito independente que sou saí na rua disposta a achar um homem. A Lucy observando da porta, meio risonha, meio incentivando. Eu manquitola e segurando a garrafa com um saca-rolha enfiado, era uma ceninha! Olhei pro lado e vi um casal empolgado se beijando e abraçando. Pensei duas vezes em pegar emprestado o homem dos outros.

Atravessei a rua e fui até o ponto de táxi. “O senhor poderia me fazer um favor?” Mostrei a garrafa e ele entendeu, prontamente vestiu a beca de cavalheirismo e pop, abriu a garrafa com um puxãozinho. Estou mortificada porque esqueci de lhe oferecer um gole.

Voltei pro prédio, deixei um golão com a Lucy em um copinho improvisado. Rimos uma pra outra, como mulheres independentes que somos.

PS: Lembrei de um caso engraçado. Aprendi a dirigir com a primeira instrutora mulher de auto-escola do Estado de São Paulo. Dona Aparecida (acho) devia ter, em 1995, uns 70 anos. Me lembro que quase caí de costas quando a vi sair do carro, dizendo que ia me ensinar a guiar. Foi uma ótima professora, me deu toda calma pra perder o medo. Eu acho que deveria ser proibido aos homens ensinar a dirigir.

2 de maio de 2005

Mano Velho!

Ai! Saudade de vocês.
Meu computador estava no conserto, por isso estive muda por uns dias. Dias alucinantes, eu diria!

Nem dá pra contar tudo agora, só sinopses.
1. O primeiro depois eu conto.
2. Estou vivendo um complexo e tórrido caso com um homem de 40 anos
3. Tenho que terminar a primeira versão da dissertação em 15 dias.
4. Tenho que depositar em 15 de junho.
5. Meu computador ainda não foi consertado direito, ele tem crises em momentos cruciais.
6. Estou faltando na natação pra caramba.
7. Não estou faltando na Fisioterapia.
8. Meu pé está ótimo
9. Parei um pouco de neurar com o sítio.
10. Estou bem.


No telefone
Em conversa com o Eder, mano velho, falávamos de outro mano velho:
_ E aí, Edinho. Está melhor na sua vida amorosa?
_ Estou ótimo. Nada como um dia depois do outro.
_ Ah, o velho truque do dia depois do outro!!
_ E tem outro, Cuca?
_ Não, o único truque do dia depois do outro.

Tá faltando só correr macio...