29 de dezembro de 2007

Para onde vao as luvas perdidas?

Paris e a cidade das luvas perdidas. Hoje eu ouvi isso, e ja tinha reparado nas minhas andancas.

Ao lado de uma moto, caida no meio da calcada, na soleira da janela ou na sarjeta. Sempre uma, solitaria luva que perdeu sua companheira metade.

E uma porcao de luvas vagam, como nas historias de cinderela, atras das maos que um dia elas esquentaram, ou de outra mao que nelas sirvam.

Agorinha mesmo, voltando pra casa, eu vi o que acontece com elas.

As vezes, em noites de inverno como estas, uma luva se encontra com outra, elas entrelacam os dedos e se aquecem, como dois enamorados...

28 de dezembro de 2007

Mais coisas de Paris

Nao da pra organizar, entao la vai:

- A melhor novidade e que a Ana e o Carlos chegaram... adeus solidao...posso voltar a falar um pouco de portugues, ufa, que o negocio estava dificil aqui.

- Caminhei o dia inteiro na beira do Sena (enquanto esperava a chegada dos dois) e realmente e bonito e tudo esta ao redor dele. O Louvre, o Museu d ' Orsay, a Notre Dame. Tem milhoes de turistas por aqui entao nao entrei em nada, e preciso chegar cedo e pegar fila (saco)

- O grande perigo de voltar a pe sozinha a noite, como hoje, sao as cantadas nada sutis (Um homem gritando MADEMOSELLE, MADEMOSELLE da janela de um carro nao e nada romantico)

- Aqui um pote de Nutela com o triplo do tamanho daquele encontrado no Brasil custa 3 euros. Comi um crepe de nutela hoje. Vou levar esse potinho pra gente. Alias: Cigarros, 5 euros; Luvas: 2 euros, cammembert (o queijo), 1,69 euros; vinho gostoso, 2,50 euros.

27 de dezembro de 2007

Mais fotinhas

http://www.flickr.com/photos/lumequevaga/

Montmartre

Sacre Coeur

Roupas para princesas

Voce sai da 25, mas a 25 nao sai de vc


Lojinha de doce


Vista do meu quarto

Espantosa mesmo...

...foi a chegada a Paris

Me perdi um pouco no aeroporto na hora de pegar a bagagem... sai no portao errado e dei de cara com centenas de muculmanos, parecia que tinha aterrisado na Arabia. De todas as idades, com burca, barbas, turbantes. Alguns rezavam no tapete. Mais pra frente eu entendi quando li a placa: Retorno de Meca.

Peguei trem, tentando descer na estacao Gare du Nord. Perguntei pro primeiro senhor que vi e ele disse que nao falava ingles. Pensei e disse: Combian... de estacion... pour... Gare. E ele ficou meu amigo.
O dialogo foi esse:
_ De Brasil??? Ah Ronaldo!
_ Eu disse: Oui, j aime le Zidane.

Chegada



Foram quinze horas de viagem ao todo. Onze dentro do aviao que ia a Munique com uma excursao de uns trinta adolescentes chilenos (Voce sai da escola mais a escola nao sai de vc). A viagem foi em clima de Playcenter... E adivinha se eles nao cantaram chi chi chi lelele quando o aviao aterrisou.

O aeroporto de Munique e espantoso. A 10 m do desembarque existe uma cabininha para fumantes, com uma especie de exaustor. Adivinha se eu nao fumei meu primeiro cigarro europeu.
Fiquei espantada com o silencio de Munique, e tava nevando, o aeroporto todo branco.

Da janela do aviao a Alemanha pareceu linda... na verdade foi como conhece-la pelo google earth. Ao redor de Munique estao fazendas, entao de cima, se pode ver a terra quadriculada como colcha de retalhos, casinhas amontoadas e montinhos de pinheiro congelados, tudo branco de neve.

22 de dezembro de 2007

Tem uma lacuna na minha noite

Não to bem lembrada mas acho que ontem tinha um monte de gente na mesa e de repente não havia mais ninguém.

Eu não lembro bem de quem me despedi, e essa era uma noite pra se despedir.

Do final da noite eu me lembro, já era quase dia e quase me deu vontade de ficar por aqui e esperar mais um pouquinho pra ir viajar.

Eu só sei que me despedi e abracei porque meu brinco ficou enganchado em algum de vocês.
Quem encontrar me avise.

19 de dezembro de 2007

Formei



Duas formaturas neste final de ano agitado, das oitava e do do EJA
Acertei em uma música, pelo menos, ouçam...

10 de dezembro de 2007

Buscas no google podem ser muito engraçadas

alguma sugestao de musica pra uma homenagem aos professores?

flw


para os professores ?

facil.......

another brick in the wall - pink floyd

Convocação Urgente: Como fazer uma formatura de 8ª série sem tocar Coração de Estudante

é essa minha última enrascada.
Não vai dar tempo dos alunos escolherem as músicas da cerimônia, eles fizeram uma lista para tocar na baladinha.

Espero sugestões de vocês...
1. Uma música para tocar na entrada dos convidados, família, etc... (meio light?, instrumetal?)
2. Homenagem aos funcionários da escola
3. Homenagem aos professores
4. Homenagem aos pais
5. entrega dos diplomas aos formandos
6. Encerramento (tem que ser beeeeeem animado)

TENTEM NÃO ME ZOAR, please!

6 de dezembro de 2007



6 dezembro 2007

Aquela sensação de facilidade que sua

alma tanto aprecia faz muito tempo que

não acontece. Porém, isto não significa

que tenha desaparecido para sempre,

apenas que, durante um tempo, você

viveu um tipo de vida bem diferente do

que sua natureza propõe.



3 de dezembro de 2007

Já vi esse filme

Goias X Inter

Vocês também já viram Boleiros...

Salve, Timão!

29 de novembro de 2007

Lindo texto do Carpentier, mais uma vez...

26 de novembro de 2007

Pensando na pequena escala da exploração do discurso ecológico

pelo capitalismo do cotidiano.

Essa história de sacolas plásticas eu já pensava há algum tempo. Que mesmo se o lixo fosse todo reciclado, o material orgânico seria embalado em vários sacos de lixo, e assim demoraria uma eternidade para ser incorporado pela natureza, fazendo dos lixões e aterros essas terras estéreis e venenosas pra depois o pessoal ir morar em cima e ficar doente, e ...

Daí até gostei desta discussão sobre a proibição ou controle das sacolas plásticas, que são uma verdadeira obsessão desde que passaram a ficar disponíveis nos supermercados e na hora de empacotar as mãe e as tia pegavam aquele monte "porque serve certinho no meu lixinho da cozinha". E são essas mãe e essas tia que tem aquela sacolas de sacolas no fundo da casa, escondida em algum lugar, como se no final do mundo precisássemos de sacolinhas plásticas para irmos para o Paraíso.

Tá bom, eu tenho um saco de sacolas no fundo da minha casa, que eu pretendo usá-lo todo, mas não ficar alimentando aquele monstro com mais e mais sacolinhas para embalarem o conteúdo de um cinzeiro e irem para o lixo, dentro de outra sacolinha, que depois vai para um sacão preto e depois...

Eu reforcei as bolsas que costurei para mim mesma e estou fazendo compras com elas. Tá bom, tá na moda, mas eu banco.

Engraçado é que na padaria aqui da vizinhança nunca rolava sacolinha de plástico. Antes de pensar em ir comprar comidas com minha própria sacola eu já tive que sair com o pão na chuva, pois só o pão a seis reais o quilo não gerava lucro suficiente para o patrício. E nunca vi nada alusivo a salvar o meio ambiente dentro daquela padoca.

Hoje já estava lá, a plaquinha, digitada no Uordi, avisando que iriamos matar o planeta se usarmos sacolas descontroladamente.

Uma excelente desculpa para o pão durismo do dono, fundamentada no que há de mais recente nos discursos midiáticos, utilizada para só mais um pouquinho de lucro.

18 de novembro de 2007

A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal

You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide

13 de novembro de 2007

Sabedoria Loreley

_ Ulisses, você se lembra de que uma vez me perguntou por que eu voluntariamente me afastara das pessoas? Agora posso falar. É que não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo. Separei-me por uns tempos por causa de minha derrota e por sentir que os outros também eram derrotados. Então, fechei-me numa individualização que se eu não tomasse cuidado poderia se transformar em solidão histérica ou contemplativa. O que me salvou sempre foram os meus alunos, as crianças...

Não fui eu quem disse, foi a Lóri.

Clarisse, Uma aprendizagem ou O livro dos Prazeres

5 de novembro de 2007

Tenho a sensação de estar vivendo em um manicômio, e eu sou só mais uma das pacientes. O problema é que só percebi hoje.
Nem me comunicar eu estou conseguindo. Será autismo?

31 de outubro de 2007

o deus que não ri

Deus as vezes é um cara sério e não está pra brincadeira.

OU as Parcas, aquelas do fio do destino, distrairam no ponto do seu crochê porque:

MINHA REMOÇÃO NÃO SAIU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Leia-se: mais um ano na mesma escola, com a mesma gente, a mesma distância, a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim.

ME GUENTEM!

18 de outubro de 2007

“Observando-se bem, tudo isso era maravilhoso e fazia parte do acúmulo de maravilhas que pouco a pouco se mostravam a quem quisesse explorar em profundidade o mundo latino-americano, onde o terrível de certas contingências políticas, o horror das ditaduras militares ou civis se inscreviam no passageiro e transitório de uma história turbulenta, enquanto eram permanentes os prodígios do circundante, do que era da natureza, do ambiente, e da essência autêntica do Homem nascido das mais vivificantes mestiçagens que já houvessem apontado as crônicas do planeta.”

CARPENTIER, A. A sagração da Primavera.

16 de outubro de 2007

Pacatez



Mantiqueira é a serra de muitas águas "abençoadas do Rio do Peixe", como disse o violeiro na festa do produtor rural da cidade de S. Francisco Xavier.
Vão para lá se quiserem encontrar gentes boas de conversar, gentileza caipira, comida boa e uma dose de feitiços que algumas mulheres fazem com plantinhas de suas hortas cheias de ervinhas cheirosas, e transformam em banhos, sabonetes, óleos e creminhos.
Levem dinheirinhos, pois os feitiços não são tão baratos, mas vêm acompanhados de conversas e bençãos.

* Lá tem também trovões terríveis, que só nas serras se pode escutar.
Fodam-se todos os seis mil tão sentados de indignação...

10 de outubro de 2007

De Amores Cometas ou a Primeira Ficção que procurava




Este aí em cima é o cometa harley, que não vimos em 1986 e só vai passar novamente lá por 2062

Domingo vivi um amor de estrada, com 98 km por aproximadamente uma hora e trinta e cinco minutos. A catraca do metrô me lembrou então que algumas barreiras, infelizmente, eu ainda não consegui ultrapassar e não fui adiante, para sua casa e nem para sua cama.

Lá no subterrâneo do metrô República trocamos os telefones, enquanto pensava que era melhor deixar por isso mesmo.

Se não fosse por ontem que eu o vi passar na rua, em outro lugar da cidade, talvez acompanhado de alguém de sua vida real, enquanto eu contava alto para os amigos (não se tem privacidade em S. Paulo mesmo) que eu não ia procurá-lo. E que cometa é assim, passa rápido e não se vê duas vezes na mesma vida.

8 de outubro de 2007

Sabedoria Maísa

"Risquei a palavra uísque do meu dicionário"

da cantora, em março de 1960, lançando tendências.

2 de outubro de 2007

Por que é tão difícil

Em um dia espetacularmente ruim, dentre inúmeros outros na escola, deparo-me com conversas amigas em blogues amigos.

Segue então, meu desabafo


Após uma sequencia de roubos e sumiços de mp3, celulares, canetinhas caras, mochilas dos alunos (ninguém manda trazer na escola! dizem os colegas), desapareceu ontem o celular caro com strass da vice. A polícia encarregada de “escolares” compareceu à escola e logo achou um bodinho, de treze anos, respondão, malcriado, teimando que não foi ele, e este achou de responder a otoridade policial.

E ele levou um, dois chutes na frente de outros alunos, da direção, e de seu irmão, que gritava desesperado pela grade, enquanto era ameaçado que seria pego na rua pela digníssima tropa especializada na manutenção do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Esbravejo pela escola, escuto outros alunos, falo com a direção (Que qué isso? Ela ri que é mentira), meus colegas de categoria aplaudem e escuto o eco de minha própria indignação pelas paredes cinzas.

Terei, na próxima aula, que contar pra eles como proceder num caso desse, e devo alertá-los que denunciar, infelizmente e especialmente pra eles, é viver com medo, mas não viver humilhado. Terei que contar que minha cicatriz na sobrancelha é testemunha disso, e que é sadio não responder a um policial num caso desses, ainda mais se você estiver na rua, num beco escuro.

Mas pior é o beco escuro da injustiça.

30 de setembro de 2007

Procurando minha ficção...

27 de setembro de 2007

O Troco

Numa sala de EJA, ontem a noite:

_ Sora, você viu o novo técnico do nosso time?
_ Não, quem é?
_ Nelsinho
_ Quem é Nelsinho?
_ Porra, sora, essas coisas você não estuda, né?

22 de setembro de 2007

Cassabi de cipó

http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid55664,0.htm

21 de setembro de 2007

"...história cheia de vantagens onde a principal vantagem é saber que quando ela termina, caí num buraco e volta para o meio, onde podemos decidir o que vai acontecer".

12 de setembro de 2007

Dói


Mas passa...

la mer, la mer toujours recommencé

Deito a cabeça no travesseiro para pensar na milionésima crise do ano, e na incontável crise dessa mesma vida que só tem trinta anos, uma varize detectada, gastrite, dores nas costas, artrose e às vezes, um espírito tão velho.

Penso então em respostas para uma pergunta que há muito me aflige. Você é o que você é ou o que você quer ser? (Não lembro direito da letra daquela música, como é que era? quem me guia…não sou eu, é o pai…?)

Penso afinal em quem está dirigindo essa porra desse caminhão desgovernado?

Eu nunca quis ser professora, demorei até amanhã pra fazer uma tatuagem no corpo que penso há 12 anos, não me livro dos meus mortos, das crises de 15 anos atrás, da vontade de solidão desse espírito às vezes tão velho.

Releio livros que não terminei e que às vezes até terminei mas não lembro. Da outra vez que li está lá grifado (o bom de ler a lápis): Vivo sem viver em mim. Agora grifei essa passagem que está no título. Pelo menos dá pra saber que o velho anjo da historia passou por aí. (Será ele o guia, que voa de frente olhando pra trás? Era isso? Como era mesmo a música? Não sou meu guia…?)

Quando crescesse eu queria mesmo? Falar muitas línguas para me comunicar onde quisesse, viver em vários lugares, conhecer muitos homens, ler muitos livros. Talvez muita vontade para uma vida só. E essa vontade não me deixa dormir, eu não posso esquecer o que eu queria mesmo ser quando crescesse. Será que eu cresci?

(Nessa hora lembrei de uma outra música, que não era a que eu estava tentando lembrar. Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar…) pra combinar com o título, com o momento que se passa hoje.

Levantei então do travesseiro, busquei a garrafa de vinho azedo escondida no armário e bebi no copo de minhas ancestrais, para ver se escrevendo eu durmo, para amanhã, celebrar uma nova vida.

5 de setembro de 2007

Pachamama

Por el suelo camina mi pueblo
Por el suelo hay un agujero
Por el suelo camina la raza
Mamacita te vamos a matar


Esperando la ultima ola
Pachamama me muero de pena
Escuchando la ultima rola
Mamacita te invito a bailar

4 de setembro de 2007

Noitada de faz tempão

...uma noitada de sexta-feira de faz tempo,
expulsamos as pessoas do karaoke enquanto cantamos o temporal
que talvez só a gente mesmo entenda...

"Faz tempo que a gente não é
Aquele mesmo par
Faz tempo que o tempo não passa
É só você estar aqui
Até parece que adormeceu
O que era noite já amanheceu . . .

Mais uma com amigos queridos de mais de uma década, e que dessa chuva braba, todos entendem.
Hoje a noite, apareceram finalmente os siriris...

1 de setembro de 2007

Nenhuma condolência?!

Um acidente de trem, no subúrbio do Rio de Janeiro, não despertou a comoção da classe média, as acusações e conexões com a corrupção do gonverno, o lamento por vidas valiosas perdidas. Talvez por que elas não sejam valiosas para quem lê. Um pouco menos de gente pobre para esse mundo.

Onde estão todos os comentários indignados nas reportagens do Estadão?

26 de agosto de 2007

Cartaz amarelo

Encontrei-me recentemente com todos os meus livros, após uma separação de três anos. Brincando de oráculo com o drummond, encontrei

SENTIMENTAL
Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.

Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!

- Estás sonhando? Olhe que a sopa esfria!
Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências, um cartaz amarelo:
"Nesse país é proibido sonhar."


Voltei a ler a lápis, pras palavras correrem melhor e não se perderem por aí, longe da memória.

21 de agosto de 2007

Momento musical

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remédio pros meus desenganos
É que a viola fala alto no meu peito, mano
E toda mágoa é um mistério fora desse plano
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pruma visitinha
Que no verso e no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me no cateretê

Tem um ditado dito como certo
Que cavalo esperto não espanta a boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando essa vida marvada
Cumpadi meu que inveieceu cantando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso eu vagueio ponteando
E assim procurando minha flor-de-liz
Nunca mais eu ouço você
Nunca mais eu caio do beliche
Vou juntar tudo pra ser
Um hippie-punk-rajneesh
Mandei buscar na botica
Remédio para uma ausência
Me mandaram uma saudade
Coberta de paciência

Nirvana forever

And I forget just what I taste
Oh yeah, I guess it makes me smile
I found it hard, it's hard to find
Oh well, whatever, never mind

Meu primeiro CD, o máximo até hoje.
Para a amiga do outro lado do rio

16 de agosto de 2007

Momento sabedoria piegas-astrológico



16 agosto 2007

Amor é uma palavra oca, que se tornou

depósito das carências e lamúrias de

nossa humanidade. As pessoas

esqueceram que amor não é um

sentimento, nem um prêmio que se

recebe, mas uma atitude positiva, a de

oferecer o melhor da alma ao mundo.

13 de agosto de 2007

Deus é um cara gozador, adora brincadeira...

9 de agosto de 2007

6 de agosto de 2007

Meu mais recente encontro com a solidão

Descobri que morar sozinha é ter uma crise de choro no meio da noite e não ter ninguém pra fazer aquele chazinho amigo e consolador. Converso com meu companheiro de casa, meu computador, neste quase monólogo blogueiro.

Estou cansada de matar leões. E demônios, estes que assolam no meio da noite. Os leões estão de dia. Amanhã, é só mais um dia na escola, e isto eu disse pra mim mesma pra me consolar.

Quero fugir pra África num navio pirata, pro interior num trem ou posso pegar o ônibus errado aqui mesmo na capital. Pra onde será que vai o Jova Rural?

26 de julho de 2007

Só pra constar...

...eu odeio vaias!

Outras coisas

Muita gente fala sozinha no metrô. Acho que eu também.

O entardecer no Largo de Santa Cecília é algo de psicodélico. Tem holofotes, luzes de carros de polícia, objetinhos fosforecentes que vendem os camelôs, a chaminha do pipoqueiro e a fogueira do homem do yakissoba. Tudo isso, hoje, me deu a sensação de que eu havia comido mais doce do que o sonho de valsa diário.

Pedir demissão te dá uma sensação de liberdade muito legal. É a segunda da minha vida e tão aliviante! Sentirei saudades dos alunos, sempre, mas não serei cúmplice e nem porta-voz de coisas que não acredito.

Casulão Rebelde!

Na última semana minha casa fez um motim contra mim.
Cansada de me ver aqui dentro, enfurnada, ela resolveu destruir o hd do meu computador e queimar minha tv.
Solução: sair de casa mesmo com chuva, passear na província butantaense, curtir a criança que voltou, bater papo, assistir filme. Gostei da re-experiência.

Prometo que estou de volta às ruas nos próximos dias!

19 de julho de 2007

Férias completas

Hoje passei a tarde chique que minha amiga indicou.
Abandonei a faxina no meio, a TV pifou no meio do pan e bem na final do vôlei, cansei do computador.

Deitei então no meu edredom novo e lilás, olhando o céu azulzinho de frio e li as histórias sobre desilusão que a Simone contou.

12 de julho de 2007

Meias férias

Muito de saco cheio, meio triste, muito ansiosa, meio confusa e com muito frio.

4 de julho de 2007

Mais um momento iconográfico

Lugar onde deveria passar um tempo


fazendo outras coisas que não dormir...

Minha relação com os colegas professores


E comigo mesma...

Meu estado de espírito

Em campanha

Para que todos os anônimos se tornem inomináveis.

25 de junho de 2007

Que saco

... de segunda-feira

14 de junho de 2007

projeções urbanísticas

Olhem que legal, cabeça de urbanista

12 de junho de 2007

Nos últimos dias

Comidas exóticas?
Salsicha

Esportes Radicais?
Validar o bilhete único na van em movimento durante um trajeto pela Penha

Vida social?
8 horas ininterruptas de formação com mais 10 professores do meu novo trabalho

Momento mágico?
Um momento entre a estação vila carrão e a penha, quando trem e metrô se emparelham, apostam corridinha por um tempo. À noitinha, as pessoas no trem dão uma imagem linda...

Momento Natureza?
As 6:30 da manhã, no parque da Luz, um gaviãozinho caçando uma pomba

Momento exotérico?
Sintam a semente do amor...da justiça... Namastê

Momento pânico?
" Ô Mãe?!", de uma aluno pra mim, num lapso (espero)

Momento eu?
Lavar a louça, recolher a roupa do varal, tomar o último copo de vinho, dar um alô para o blog.

6 de junho de 2007

Preciso saber

O que um adolescente precisa saber?

ou

O que ele quer saber?

Qual é a pergunta correta??

Saudades dessa música (um bode de 1998)

Gota pura
gota gota pura
vindo pela veia do veio

diamante
diamante duro
cortando cristal pelo meio

com um beijo eu acordei
outro beijo me dormiu
depois todo o tempo se seguiu
todo o tempo nos antecedeu
ficou preso e solto por um fio
e esse fio era você e eu

leva leve
pega e leva leve
raio da leveza do laser

eu te firo
e você me fere
como a luz nos fere com seu ser

Laser, Wisnik

2 de junho de 2007

Semana da Reciclagem na escola


Deu certo...
Foi bem legal!

Olhem as fotos

29 de maio de 2007

Para molhar a palavra

Toda vez que acordo de ressaca, estas cada dia mais brabas, penso: num guento mais beber!


Mas vejo que no cotidiano da amizade, mesmo que cada vez mais espaçado, entre vocês e eu sempre tem um copo de amarelo, de vinho ou de cor de ambar.

Com pouco ou muito teor alcóolico, em ocasiões especiais ou não, pra chorar as pitangas ou morrer de rir, contar novidades ou lembrar velharias, pra fumar muitos cigarros muitos, ou conseguir não fumar nada.

Daí, lendo o livro mais genial do último mês, encontrei a justificativa:

“Eu preciso molhar a palavra. E os nossos amigos estão com o ouvido seco.”

De Alexandre, o grande contador,

do livro Alexandre e outros heróis, Graciliano Ramos

Só um pouquinho

23 de maio de 2007

Poeminha inesperado

Da minha nova amiga e professora de inglês...

...que faz poemas com os alunos sobre muitas coisas...

...por que eu duvidei que ela pudesse fazer algo que rimasse com angela.

17 de maio de 2007

Aula de história a serviço do futebol

Hoje, na 6ªB, durante uma aula sobre Roma Antiga

Um grande artilheiro da escola me conta:

_ Professora, eu vou ser convidado pra jogar na Itália.
_ Ah, é?
_ É, Vou jogar pelo Império Romano

15 de maio de 2007

Da série: sonhos reveladores

Acordei com a última frase de um sonho presa na cabeça, o último fio dela.
Não sei de onde veio e nem bem o que significa

"...você está há muito tempo distante do amor..."


Assim, descaradamente e sem vergonha nenhuma de dizer.

Insconscientes são enigmáticos?!?

Meu primeiro Wong Kar-wai

Pra descobrir que o amor pode ser um vestido florido no escuro ao som de um bolero

6 de maio de 2007

Caminhada cultural

Frustrante a noite de ontem.
Andei quilômetros pelo centrão, fiquei com dor no pé e pressenti briga no palco da Sé.
Fui embora dormir bem antes de qualquer batalha... pensando que deveria ter visto a Angela maria mesmo ou o Cauby.

4 de maio de 2007

Assistam pequena Miss Sunshine...


... e vão achar muito legal passar um rrrrrrridículo de vez em quando


Eu estou me sentindo muito melhor.

3 de maio de 2007

Mais 2 coisas que gosto e outra que não gosto

Gosto de ir pra USP de manhã, caminhar pelas trilhas de terra feitas pelos pés teimosos dos alunos que não seguem os caminhos traçados, ver a luz entrando pelo meio das árvores.

Gosto de ver as árvores da Praça do Relógio crescerem e formarem um bosque em alguns lugares

Não gosto de encontrar aquele pequeno professor de medieval (ainda) xavecando alunas pelo corredor.

2 coisas que gosto muito e outra que não gosto

Gosto de ouvir o plecplec do vendedor de bijus e esperar aqueles tubinhos secos por alguma magia culinária esfarelarem na boca.

Gosto de achar o fio da casca da mandioca e tirá-la por inteiro, dentro da água que vai ficando cheia de terra, e deixar pelado o seu corpinho amarelo.

Não gosto de moços interessantes legais bonitos charmosos impulsivos que tenham namorada.

20 de abril de 2007

Lição nº 2: Deixar a janela aberta

mais uma do googloráculo

"Levantei-me e procurei com a vista um cinzeiro para pôr o cigarro. Não havia. Abri uma banda da janela para jogá-lo no jardim.
- Posso deixar a janela aberta? Está quente... Sentada na cama ela ficou em silêncio."

Rubem Braga, 1947

18 de abril de 2007

Lição nº1: Chá de jasmim antes de dormir

acompanhado de uma buscaoráculo no google.

"Antes de dormir tomou mais chá de jasmim com biscoitos, escovou os dentes, mudou de roupa e meteu-se na cama. Suas cortinas de gaze ela mesma fizera e pendurara.
Era maio. As cortinas se balançavam à brisa dessa noite tão singular. Singular por quê? Não sabia."

C. Lispector

10 de abril de 2007

Pra lembrar dos aniversários na escola


Seis vezes Parabéns a você (com direito a é pica!, é pica! na 6B)

Várias caixas de bombons

Florezinhas

E o melhor comentário do mundo: "Trinta, sora. Não parece!"

5 de abril de 2007

No clima das músicas adolescentes

Essa música* vai para todas as minhas alunas adolescentes, e para quem está achando que abandonou a adolescência.

Das músicas que meus alunos gostam, essa tem o clip mais singelo e a letra mais forte que uma menina quereria ouvir.

Vai também para minha amiga que acabou de completar 11 anos, cheia de acessórios de mocinhamulher. Que seja linda e fácil para todas.

Girl, put your records on, tell me your favorite song

You go ahead, let your hair down

Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,

Just go ahead, let your hair down.

Oh, you're gonna find yourself somewhere, somehow”

Corinne Bailey Rae

* Procurem na rádio uol, put your records on

26 de março de 2007

2 de março de 2007

Para um porta-retratos vazio.

Há anos comprei três quadrinhos de colocar fotos, em uma loja de 1,99.

De cara coloquei uma foto minha em um deles, o que pintei de vermelho. Alguns anos depois achei a foto para o amarelo: os pés dos meus amigos sentados em roda, em um encontro para outro mundo possível.

Mas aquele que eu pintei de azul permanecia vazio até hoje, quando encontrei a foto que a ele pertencia. Minha cachorra e seus dez filhotes.

É em homenagem a ela que inventei este outro final para sua vida, porque afinal, desaparecido é um estatuto político.

“Caminhou dias seguindo um rastro; este rastro era o cheiro que ela sempre procurara. Diferente e irresistível. Por causa dele ela andou para cada vez mais longe dos lugares que conhecia. Não se sabe quando ela chegou ao final da busca, mas na beira de uma cachoeira estavam muitos outros bichos. Cachorros de todos os tipos. E eles a reconheceram.

Grande mãe dos olhos amarelos, bem-vinda à sua nova casa – disseram."


Eu sei, no final do rastro, estava a fonte da liberdade.

21 de fevereiro de 2007

Momento iconográfico: meu carnaval

Uma kombi lotada...


Muitos buracos de furadeira, bolhas nas mãos

Minha geladeira idosa

Eu muito feliz na casa nova...

11 de fevereiro de 2007

31 de janeiro de 2007

Esperando cirandeiro



Ciranda por ti
Ciranda por mim
Roda na ciranda que é pro não virar pro sim
Ciranda que vai, ô
Ciranda que vem
Roda na ciranda que é pro mal virar pro bem

14 de janeiro de 2007

Só pra dizer alguma coisa

Silêncio...
Silêncio.