30 de setembro de 2007

Procurando minha ficção...

27 de setembro de 2007

O Troco

Numa sala de EJA, ontem a noite:

_ Sora, você viu o novo técnico do nosso time?
_ Não, quem é?
_ Nelsinho
_ Quem é Nelsinho?
_ Porra, sora, essas coisas você não estuda, né?

22 de setembro de 2007

Cassabi de cipó

http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid55664,0.htm

21 de setembro de 2007

"...história cheia de vantagens onde a principal vantagem é saber que quando ela termina, caí num buraco e volta para o meio, onde podemos decidir o que vai acontecer".

12 de setembro de 2007

Dói


Mas passa...

la mer, la mer toujours recommencé

Deito a cabeça no travesseiro para pensar na milionésima crise do ano, e na incontável crise dessa mesma vida que só tem trinta anos, uma varize detectada, gastrite, dores nas costas, artrose e às vezes, um espírito tão velho.

Penso então em respostas para uma pergunta que há muito me aflige. Você é o que você é ou o que você quer ser? (Não lembro direito da letra daquela música, como é que era? quem me guia…não sou eu, é o pai…?)

Penso afinal em quem está dirigindo essa porra desse caminhão desgovernado?

Eu nunca quis ser professora, demorei até amanhã pra fazer uma tatuagem no corpo que penso há 12 anos, não me livro dos meus mortos, das crises de 15 anos atrás, da vontade de solidão desse espírito às vezes tão velho.

Releio livros que não terminei e que às vezes até terminei mas não lembro. Da outra vez que li está lá grifado (o bom de ler a lápis): Vivo sem viver em mim. Agora grifei essa passagem que está no título. Pelo menos dá pra saber que o velho anjo da historia passou por aí. (Será ele o guia, que voa de frente olhando pra trás? Era isso? Como era mesmo a música? Não sou meu guia…?)

Quando crescesse eu queria mesmo? Falar muitas línguas para me comunicar onde quisesse, viver em vários lugares, conhecer muitos homens, ler muitos livros. Talvez muita vontade para uma vida só. E essa vontade não me deixa dormir, eu não posso esquecer o que eu queria mesmo ser quando crescesse. Será que eu cresci?

(Nessa hora lembrei de uma outra música, que não era a que eu estava tentando lembrar. Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar…) pra combinar com o título, com o momento que se passa hoje.

Levantei então do travesseiro, busquei a garrafa de vinho azedo escondida no armário e bebi no copo de minhas ancestrais, para ver se escrevendo eu durmo, para amanhã, celebrar uma nova vida.

5 de setembro de 2007

Pachamama

Por el suelo camina mi pueblo
Por el suelo hay un agujero
Por el suelo camina la raza
Mamacita te vamos a matar


Esperando la ultima ola
Pachamama me muero de pena
Escuchando la ultima rola
Mamacita te invito a bailar

4 de setembro de 2007

Noitada de faz tempão

...uma noitada de sexta-feira de faz tempo,
expulsamos as pessoas do karaoke enquanto cantamos o temporal
que talvez só a gente mesmo entenda...

"Faz tempo que a gente não é
Aquele mesmo par
Faz tempo que o tempo não passa
É só você estar aqui
Até parece que adormeceu
O que era noite já amanheceu . . .

Mais uma com amigos queridos de mais de uma década, e que dessa chuva braba, todos entendem.
Hoje a noite, apareceram finalmente os siriris...

1 de setembro de 2007

Nenhuma condolência?!

Um acidente de trem, no subúrbio do Rio de Janeiro, não despertou a comoção da classe média, as acusações e conexões com a corrupção do gonverno, o lamento por vidas valiosas perdidas. Talvez por que elas não sejam valiosas para quem lê. Um pouco menos de gente pobre para esse mundo.

Onde estão todos os comentários indignados nas reportagens do Estadão?