29 de dezembro de 2008

Carta de hoje

Ao contrário do que se pode pensar, significa conflito individual em um triângulo amoroso.
Meu tarô anda falando comigo.

27 de dezembro de 2008

Aniversário de 9 anos!


Hoje é o dia do meu segundo aniversário!

26 de dezembro de 2008

23 de dezembro de 2008

Toque me, sou tua!

Na estação da luz, hoje a tarde, uma senhorinha tocava um dos pianos.

Com os cabelos bem vermelhos e um brinco grande em forma de M foi que eu adivinhei sua história enquanto assistia a apresentação.

Madalena, chutei ser seu nome, tocava um piano autodidata, com os dedinhos encolhidos ela martelava as teclas enquanto sorria pra multidão que se aglomerava.

Martelava a velha canção sobre uma mulher galopeira, e subia as oitavas dedilhando em busca da nota certa.

De seu sorriso sensual, escondido atrás da velhinhice, imaginei-a rodeada de homens em uma casa de mulheres trabalhadoras.

Dava pra ver que Madalena era acostumada com o palco, talvez até tivesse nascido para ele, e que noite após noite ela tocara para embalar tantos galopes, em outras paragens.

20 de dezembro de 2008

Sabedoria Elisa Lucinda

Tava brincando de oráculo com o livro de poesia da Elisa Lucinda.

Oráculo é: pensa numa coisa e abre o livro.

Veio essa cantiga.

Meu homem
escuta essa minha lira:
De noite suas costas são
a minha escuridão mais clara
rara, te vejo nítido roçando
Os lábios do meu beijo
.Meu desejo circula pelo corpo como um som
e eu não concentro amor só na parte
Parte, volta...
Minha abertura pequena se expande
profunda para onde não sei

Meu homem
escuta essa carícia:
Delícia sua mão
me pega pelo dorso
como se fosse a primeira mão
primeiro menino, primeiro selo, primeiro varão.
Meu erro de me estabanar me dá medo.
É cedo e o trem ainda não apitou.
Escuto no entanto a fábrica da cidade de São Paulo
soando lá fora

Deve ser manhã.
A claridade que assusta seus olhinhos azuis
vai morrer de medo de mim quando eu chegar.
Vou tirar meu amor da mala
exala tudo cheirando a amêndoas doces
colônia e creme de barba
Tudo se acalmará em fogo
quando a nossa água definitiva
invadir o ar com seu cheiro de querer forte
Sorte
Vou chegando
Distância some.

Escuta meu homem
essa minha cantiga
um dia me caso contigo
no fundo sou
uma menina antiga

7 de dezembro de 2008

3 de dezembro de 2008

Ai, se não fossem vocês...

Homenagem a Raquel e ao Dudu, por me aguentarem rrrromântica e escandalosa na casa deles, de madrugada.

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

26 de novembro de 2008

Lamento aos sem (ou com pouca) história.

Ou será memória?

espiem o manifesto de uma das chapas que concorrem às eleições deste ano.

Será que a história não se acumula? Ou tem aqueles que não gostam de lembrar do passado, mesmo estudando história?

24 de novembro de 2008

Enquete

Vc trocaria um pote de nutela por um encontro?

22 de novembro de 2008



Frutas da estação

Comer pêssego no final do ano da nisso.

A casa toda cheira doce, as frutas peludinhas ali na cozinha tão maduras e douradas como se já viessem em calda da árvore.





Eu criança não gostava de pêssego.

Até descobrir, ficando mocinha, que morder e chupar um pêssego suculento era a melhor maneira de aprender a beijar na boca.

10 de novembro de 2008

Conversa intercontinental (e com o último post)


Amuleto boliviano para o amor

Ensinando e aprendendo 2


Constantin Brancusi, um beijo, 1907

9 de novembro de 2008

2 de novembro de 2008

Mais uma da série


Ensinando e aprendendo: Gustav Klimt

1 de novembro de 2008

Hoje sofri um tsunami de palavras

Será que eu afoguei alguém?

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

18 de outubro de 2008

Manchete II !

EXTRA! EXTRA!

Gênio da lâmpada esquece palavra mágica e fica prensado na parede da caverna do tesouro.

Manchete!

EXTRA! EXTRA!

Príncipe vira sapo gigante e toma carruagem de cinderela.

14 de outubro de 2008

Sabedoria Almeida Jr.

Preparando aula encontrei isso...

Olhando pra esse quadro, quase dá pra escutar essa música que não me sai da cabeça

"Sodade, meu bem, sodade,
Sodade do meu amor,
Sodade, meu bem, sodade,
Sodade do meu amor.

Foi embora e não disse nada,
Nem uma carta deixou,
Os óios da cobra verde,
Hoje foi que arreparei,
Se arreparasse a mais tempo,
Não amava a quem amei.

Quem levou meu amor,
Deve ser o meu amigo,
Levou pena deixou glória,
Levou sodade consigo,
Arrenego de quem diz,
Que o nosso amor se acabou,
Ele agora está mais firme,
Do que quando começou.

19 de setembro de 2008

Deja que el tiempo cure

Na 105 FM:

Eu queria mandar um salve para toda galera que tá sofrendo, pros mano que tão na espera, as mina com dor ou com ansiedade. Mando um salve também praqueles que, como eu, estão com saudades.

do jorge drexler.

No somos más
que una gota de luz,
una estrella fugaz,
una chispa, tan sólo,
en la edad del cielo.

No somos lo
que quisiéramos ser,
solo un breve latir
en un silencio antiguo
con la edad del cielo.

Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.

No somos más
que un puñado de mar,
una broma de Dios,
un capricho del Sol
del jardín del cielo.

No damos pie
entre tanto tic tac,
entre tanto Big Bang,
sólo un grano de sal
en el mar del cielo.

27 de agosto de 2008

Frases da semana

segunda-feira

“Tem 4 mm e meio e o coração já bate”

Com um salve para o bebê que chega em seis meses!

terça-feira

“Vou voltar pra casa do meu pai!”

Um salve para o espírito elevado dos meus alunos, tirando um sarrinho básico do retorno do Pedro pra terrinha em 1831.

quarta-feira

“Hum, quanto amendoim você comprou. Vamos comprar uma cervejinha pra acompanhar?”

Um salve para os almoços de quarta regados a cerveja

24 de agosto de 2008

Dialogos poéticos

Minha amiga poeta e professora me achou chorando no msn este hoje domingo sem sol. Me pediu que lesse seu blog e no seu blog achei a poesia que traduz a pergunta: se esta por aqui, ainda nas minhas entranhas, onde estao as fucking cotovias que irao te avisar pra me ligar?

Não tente me devorar numa só talagada,

Eu não curo a fissura em dose única,


Que toquem todos os celulares

Quando pensares que ainda estou

Nos arredores das tuas inquietações,


Que um bando de pássaros alados

Sobrevoem tua cabeça quando encontrares

Os anjos gêmeos separados ao nascer,


E que a cotovia venha te dizer

O momento exato em que deixaste

Teus rastros em minhas entranhas,

-Artimanhas?

13 de agosto de 2008

Para um marinheiro

Da pra ouvir aqui

Quando ele passa, o marujo português
Nao anda, passa a bailar, como ao sabor das marés
E quando se jinga, põe tal jeito, faz tal proa
Só para que se nao distinga
Se é corpo humano ou canoa

Chega a Lisboa, salta do barco num salto
Vai parar à Madragoa ou entao ao Bairro Alto
Entra em Alfama e faz de Alfama o convés
Ha sempre um Vasco da Gama num marujo portugués

Quando ele passa com seu alcache vistoso
Traz sempre pedras de sal, no olhar malicioso
Põe com malicia a sua boina maruja
Mas se inventa uma caricia, nao ha mulher que lhe fuja

Uma madeixa de cabelo descomposta
Pode até ser a fateixa de que uma varina gosta
Quando ele passa, o marujo portugues
Passa o mar numa ameaca de carinhosas marés

Quando ele passa, o marujo portugues
Passa o mar numa ameaca de carinhosas marés

3 de agosto de 2008

eu liquefaço, tu liquefazes, ele (me ) liquefaz

liquefazer
[Do lat. liquefacere.]

1.Tornar líquido
2.
Fundir; derreter.

3.Reduzir-se ao estado líquido; liquescer
4.Fundir-se, derreter-se.

29 de julho de 2008

Sabedoria Drexler



Soledad,
aqui estan mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo.

Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.

Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.

24 de julho de 2008

13 de julho de 2008

Um avô no google

Todo mundo sabe que eu tenho um avô (grande novidade, todo mundo tem). Mas não o conheço direito, não convivi com ele e , recentemente, o encontrei já bem velho e sem a mínima vontade de ser mais avô.

Este avô tem uma nova família, um outro filho, que é meu meio tio apesar de ser mais novo que o meu irmão.

Este tio eu conheci recentemente, e ele estava bem afim de ser parente. Ele é um moço legal, é músico de uma banda gospel (é!, meu avô fez meu pai ateu e o tio gospel, vai entender!).
Este tio me contou que usa um nome artístico, e eu dei um google nele...e descobri uma entrevista, porque ele é um tio famoso:

"Meu Pai tinha um violão em casa velhinho e com a caixa acústica toda quebrada, ele percebendo essa minha vontade, consertou o violão, detalhe... Ele mesmo consertou ”Seu Augusto” conhecido como Magaiver... rsrsrs."

Este aí é meu avô, acabei de descobri que ele conserta coisas.


11 de julho de 2008

Sabedoria Norah

Tell me how you've been
tell me what you've seen
tell me that you'd like to see me too

'Cause my heart is full of no blood
and my cup is full of no love
couldn't take another sip even if I wanted

But it's not too late
it's not too late for love

2 de julho de 2008

De férias há dois dias.



Resolvi tirar um tempo para ler romances, qualquer um, pois demoro normalmente menos de 48 horas pra terminar. Leio em todos os cantos, antes de dormir, meu sono acaba. Acordo e leio tomando café. Este último que li se chamava A Sombra do Vento, uma história maravilhosa sobre livros e amores que se passa em Barcelona, uma cidade alucinação, pelo autor.

Eu gosto muito de livros. Todos os meus estão empilhado na sala. Terei que arrumá-los e ainda bem, revê-los. Com suas dedicatórias e ondes e quems e quandos. Mesmo que eu nunca (ou ainda não) tenha lido, ele tem história por si só.

Tudo isso pra contar o causo que vivi hoje. Andando pelo bairro atravessei a rua para espiar o sebo novo. Achei coisas bem legais e lindas, inclusive os donos. Estava lá na minha procura quando reparei num senhor, um velhinho de terno, óculos e careca, que seria qualquer um dos muitos por aqui se não fosse os livros que ele estava escolhendo. Só raridade, gramáticas antigas, dicionários de sinônimos, biografia rara do Hernan Cortez.

Perguntei, o senhor é historiador? Respondeu, escritor, filósofo, curioso. Pensei, meio arrogante.

Nessa entra na loja uma mulher toda pintada, vestindo vermelho e preto, com uma boina e um viveiro de penas como brinco que ia até o meio do peito. Perguntando pelo livro do Cipriano, aquele capa preta. O moço do sebo, para confirmar, pergunta, o capa preta ou capa de aço? E ela responde, o preta, que tem uma oração a este santo em latim lindíssima.

O curioso é que acabei de achar o livro de rezas da minha avó, capa de aço, não preta. E com outro nome. Não resisti e perguntei, qual é a diferença das capas? Respondeu, a de aço é magia boa, a preta é aquela de por diabinho na garrafa e nome de gente na boca do sapo. É zica, não gosto nem de ter aqui na loja.

A mulher e seu viveiro respondeu que não queria fazer nada a ninguém, que não fazia mal nenhum, que a oração é bonita, que já tivera este livro e dera pra alguém. O velhinho, ainda fuçando na loja, pergunta que oração é essa. A mulher responde, o senhor não deve conhecer. Ele diz, claro, eu também sou.

A mulher foi embora e o velhinho ficou. Na hora de negociar o preço queria pagar uma pechincha por um livro raro, que os donos sabiam ser raro. Ele ficou mais ou menos meia hora argumentando, não querendo sair da loja sem o livro. Enchendo o saco do moço, dos piercings dele, da tatuagem, ou seja, muito chato. Peguei os livros que tinha escolhido, passei pelo velho e pelo moço e o primeiro estava dizendo, da próxima vez que voltar aqui quero ver você sem furos.

Não resisti. Virei pro velho e disse, agora que o senhor ganhou o prêmio insistência do ano, acho que ele merece ficar com os furos, né? E saí pra sacar dinheiro.

Na volta, os donos me olhavam com espanto. Não tinha ninguém no sebo e sim um argentino tocando violão e cantando. Pedi desculpas por ser grosseira com um freguês. Eles disseram, foi um prazer, traga o livro da sua avó pra gente ver.

Fiquei mesmo com vontade de voltar.

14 de junho de 2008

Nas minhas curvas esquinas
Vivem desejos que fogem das mãos
Fazendo o coração, corar de vez

O lugar onde você deve chegar
O endereço onde você vai ficar
A minha avenida você vai andar
E agora eu já sou o seu lugar

Dentro de mim
Vc vai morar

O perfume agora é quem vai mandar
O caminho é certo e não tem como errar
Vou enladeirar as guias desse seu lugar
Você não vai se perder
Eu vou lhe achar

Enladeirada, Thalma de Freitas

12 de junho de 2008





hoje acordei com dor no lado esquerdo no peito

não sei se é por causa do dia dos namorados

ou porque meu coração é corinthiano

8 de junho de 2008

Eu gosto desta cidade

Vista quase aérea da Praça da República

Vista alienígena da ponte Eusébio

Conchinchina


Existe um lugar onde se pode fumar ópio deitadinha, em meio a fumaça e ao calor de uma noite em boa companhia.

2 de junho de 2008

Todo mundo, menos algumas pessoas

Escrito assim parece uma legenda de foto da criança mais legal que conheço.

E não é que ela tem razão?

10 de maio de 2008

Igreja de Santo Antônio

Uma festa de família há alguns dias atrás

Uma igreja muito linda que descobri.


9 de maio de 2008

De volta para a ...cidadezinha

É a primeira vez, desde que saí desta cidade, que volto pra lá por vontade própria. Uma vez foi de ambulância, a outra, sem teto nem emprego. Não é bem um retooorno, estou lá na pequena cidade das coisas grandes só três dias por semana.

De qualquer forma, ter escolhido voltar me dá finalmente uma sensação de volta pra casa, sem rancor e nem raiva, que alimentei por tanto tempo por esta cidade pequena em vários sentidos.

Até descobri umas coisas bonitas. Olhem só.
Ando dormindo como nunca. E descobri que o silêncio de lá até dói no ouvido, é a briga dos pardais que me acorda, ou a luz do dia, que de tão forte parece quase meio dia e ainda são oito horas da manhã.

Tem também a minha rua, onde mora minha mãe há 22 anos. Os vizinhos são os mesmos, as árvores são as mesmas, a não ser as que cairam como o imenso pé de jaca onde enterrei minha cachorra para que pudesse ficar olhando lá de cima do terreno da vizinha.
Estes mesmos vizinhos me cumprimentam como se eu nunca tivesse saído de lá. E as pessoas que eu não conheço cruzam o olhar com o meu e acenam com a cabeça. É o interior.
Só a velhinha que não fica mais sentada na varanda da sua casa, uma velhinha quase minha avó de tanto que brinquei na casa dela. Ela ficava lá controlando a rua, e hoje não dá mais.

Há 20 anos atrás minha rua estava no final da cidade, era uma rua onde passavam poucos carros, então a quadra que riscávamos com gesso no asfalto durava dias, e bastava uma mãe no portão pra gritar "carroooooooo" de vez em quando para levantarmos a rede improvisada e deixar o carro passar. Chegamos a roubar um cavalete para fecharmos a rua, um dia, mas não durou muito e a prefeitura levou.

No final da rua havia uma bica, e junto da bica uma árvore, que ninguém ia por ter medo do padre que se enforcara lá. De dia até que ela era bonita, mas dava para ouvir o barulho dos galhos rangendo. Acho que era mais uma história inventada pra ninguém ir lá, no arvrão dos maconheiro. A árvore foi derrubada quando construíram ali um centro de lazer e um posto de saúde, mas ainda existe o toco.

No quintal da casa de minha mãe as árvores são quase as mesmas: um pé de pinha que produz bastante. Da briga entre o limoeiro doente e a pitangueira sobrou a pitanga. E no outro quadradinho do cimento uma primavera briga com outra trepadeira faz muito tempo. E as duas permanecem lá, sem nem morrer nem crescer direito.

A linha de trem que dividia meu bairro com a cidade não existe mais, e antigamente o silêncio era quebrado por aquele chacolhar e um apito. Disto eu sinto saudades.

É isso, to com esse post na cabeça faz uma semana, mas agora lá to sem computador nem internet. Devagar eu to voltando.

26 de março de 2008

5 de março de 2008

Traga o seu banquinho...


Hoje participei da primeira reunião de condomínio da minha vida.
E eu já sabia que ia ser uma pequena oficina daquele Irmão Grande, que passa na TV e eu me gabava de não ter assistido. Porque é muito melhor ao vivo...entendi...e retiro o que eu disse.

A disposição da pessoas no apartamento foi quase uma estratégia militar. Ao lado da atual síndica, todos amontoados num canto da sala, inclusive eu, estavam...todas as velhinhas do prédio com profissão indefinida, sentadas em um banquinho.

Do outro, aboletados no sofá, os homens da oposição que queriam eleger um novo síndico. Vários profissionais liberais...engenheiros, médicos, desigers, professores, e um pm (meu vizinho) que falava gritando e apontando aquele dedinho fura bolo acompanhado do mata piolho dobrado
(vide foto abaixo para entender o que ele queria dizer enquando gritava com as velhinhas)

Bão, é sim uma democracia engraçada. Mas pela maioria dos votos a síndica foi reeleita, alguns sairam da sala revoltados, e a turma do deixa dilson acalmou os ânimos e aparentemente os homens da oposição integraram-se a um consenso.
Eu agora sou da comissão de obras, junto com dois deles (menos o armado, senão não participaria). A reunião terminou (quase) sem eliminados, o que eu achei mais legal...

2 de março de 2008

O cartão postal


Dentro de um livro comprado num sebo achei um cartão postal. Quase uma mensagem na garrafa. O livro é A orientação dos gatos, do Cortázar... e esse é o postal.

"Queridos
Salve, como estão vocês? Eu espero que tudo tenha sido alegre nesse final de ano e continue em 82.
Continuo esperando notícias.
Comigo está tudo bem, tive um bom natal em Cestayrols (80Km daqui) e um bom Ano Novo em Toulouse. Nessa terra, pra minha sorte não faz frio. Já recomecei a tomar cerveja, 14º graus já é verão.
E a vida como está em Campinas?
Sabe, a saudade já apareceu mas eu não quero voltar. Tenho telefonado sempre para o Brasil, algumas vezes tentei falar com vocês, mas... vocês estavam tomando um suco de laranja em alguma lanchonete. Um dia encontro. E viva o "trambique"
Sem amores, mas com muitos planos. Eu estou feliz, só não gosto dos franceses. Tenho ido muito ao cinema, mas fora isso não faço grandes coisas. Sinto que o tempo é muito mais rápido do que meu ritmo e não consigo acompanhar.
Aguardo nouvelles
Pra vocês, felicidades e por favor, não me esqueçam

Um grande abraço da Joana."

26 de fevereiro de 2008

Aquele psicanalistazinho barato que mora dentro de mim perguntou:

_ Será que você não vive uma sequela psicológica dos anos 90?

O grilo falante mala, aquele da consciência que vive perto da orelha, respondeu:

_ Isso é coisa para estar pensando quando falta somente um mês para a prova de doutorado e você deve refletir sobre a formação do blablablabla?

Para variar, chinelei o grilo e entabulei a reflexão com o velho barbudo.

Tudo isso porque decidi assistir sessão da tarde quando passava um dos meus filmes favoritos: Singles.

Pensei no post enquanto assistia o filme, que vi pela primeira vez adolescente.

Além disso naquela época alguém me gravou a trilha sonora numa fita que guardo até hoje.

Sempre que assisto a este filme me dá vontade de colocar minha camisa xadrez e sair ver bandas covers de rock.

Para variar o Post não virou texto direito, pois adoro enumerar.

1. As músicas são excelentes! Eu escuto e lembro até do cheiro do meu quarto na adolescência. Pearl Jam, Allice in Chains e o velho Jimmi

2. O filme começa com um "Stay single, have fun"

3. Tem também coisas engraçadas como a referência aos “relógios agenda”, a síndrome da ampulheta ou o “homem de rabo de cavalo sensível”

4. Tem uma das melhores frases do cinema, para definir o que se espera de um amor: “ Queria alguém que dissesse Deus te abençoe! ou Saúde! quando eu espirrasse”

5. Tem uma fala da atriz que é exemplo de um tipo de pensamento que conheço pouca gente que se livrou (e aqui está a sequela que procurava): “Quando as coisas estão no auge ecomeço a esperar que desabem”

6. E por fim, perto do finalzinho feliz e água com açúcar, está a pergunta que não quer calar: “ Por que você demorou tanto?”

Assistamouçam a musiquinha do Jimmy…ou vão estudar que é melhor.

22 de fevereiro de 2008

Uma homenagem às séries B

Apesar da mitológica classe ser a 5ª série F, no pequeno mundinho da minha escola basta ser "B"
Como uma homenagem a todos os que estão na série B, inclusive meu time, aí vai.

A gente esquece que aquele aluno que grita, bate em todo mundo, dá risada de tudo, faz piadinhas fora de hora, teima em não fazer nada, fala besteira, irrita todo mundo e ás vezes, até dá uns tabefes em professor, é um rebelde.
E eu esqueço, quando estou do ouro lado tentando controlar 50 e falar alguma coisa de história, que eu adoro a rebeldia.
Hoje, nessa sala, um agente da força pública estadual, bem intencionado, veio apresentar o programa de combate ao consumo de "tóchicos".

Foi quando minha aluna de 12 anos, uma rebelde muito engraçada, conclui o que ninguém ousou dizer.

_ Ué, mas polícia também fuma! O que que você está falando?

21 de fevereiro de 2008

Um salve

Nosso amigo cotó, em homenagem aos mutilados pelo trabalho

...para meus velhos companheiros...

Por completarem 60 dias de atraso no trabalho, configurando uma das mais notórias greves brancas já realizadas na iniciativa privada.

Sabedoria Luandino

"Contanto, desculpe: o problema sempre não é esse - se sereia existe. Todo problema é só um teorema: pessoa existe? De verdade mesmo - dono e patrão e escravo, sua vida por conta e risco, livre de nada mais?
A si, confesso: sereia, sereia mesmo, própria quianda cazumbil, quituta de miondona - não existe! O que tem somos nós mesmo divididos e multiplicados, muitos sítios, muitos tempos.
A prova?
Irmão: pessoa sempre não é completa - o que no mundo vive é só a ínfima pior parte. O que nos falta é enorme"

Lourentinho, Dona Antônia de Souza Neto e Eu - Estórias, de José Luandino Vieira

Lá na metrópole podemos encontrar produtos das colônias, mas as colônias estão proibidas de comercializar e trocar entre si, saca?

Ah... se eu fosse marinheira!

De volta para as quintas séries e suas metralhadoras giratórias de perguntas

Sobre as grandes navegações

uma aluna - Mas, mas, mas professora...... quanto tempo eles demoravam de Portugal até o cabo Bojador?

seu amigo, em solidariedade a mim - Calma, Mariana. A professora é professora e não marinheira.

Que pena, devia ser marinheira

"Ah, se eu fosse marinheiro
era eu quem tinha partido
mas meu coração ligeiro
não se teria partido

ou se partisse colava
com cola de maresia
eu amava e desamava
surpreso e com poesia

ah se eu fosse marinheiro
seria doce meu lar
não só o Rio de Janeiro
a imensidão e o mar

leste oeste norte sul
onde o homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua

não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto

Ah se eu fosse marinheiro.."

17 de fevereiro de 2008

Trovão de domingo, de novo

Num site de perguntas cretinas eu descobri, no meio desta chuvarada que arremata o domingo

Ceraunofobia - medo de trovão

Eu morro de medo!

15 de fevereiro de 2008

12 de fevereiro de 2008

Rock the...


Uma segundona digna de última noite de férias.

Depois de uma mesa cheia de garrafas vazias,
de sermos expulsas do bar,
estica pra baladinha ali na Barra Funda.

Cruzei oceano pra ir e voltar e agora fui numa baladinha de dançar.
E o melhor, tocava rockinho daqueles, uísque 12 (reais), e amigos queridos da família mais parceira que conheço.

Ok, tudo pronto para começar o ano letivo!

6 de fevereiro de 2008

Sei que há léguas a nos separar...

Pessoal, estou desatualizada aqui no blog
É pra poder sobrar coisas pra eu contar e mostrar quando eu chegar, daqui a dois dias.

Estou com saudades, mesmo! Quero cerveja e conversas, pra gente escutar as musicas que eu descobri e trocar as coisas que eu pensei. Aqui até que está bem calor, mas ainda nao estou de chinelos.
Já estive em Barcelona e depois mais um pouco em Coimbra. Falei tchao para os amigos que vou demorar pra ver ao vivo de novo, só em julho.

Lisboa é muito linda, e quando vc dobra a esquina você vai entendendo, das pessoas da sua família a um pouquinho do espírito dos brasileiros. Apesar dos fados e seus sofrimentos, os lisboetas sao alegres, engraçados e gentis.

O rio Tejo e uma coisa linda, e aqui ele se confunde com o mar. Cheguei na beira da praia e acenei para vocês. Tomara que vocês tenham visto.

27 de janeiro de 2008

ao vivo, de madri


Madri e uma cidade repleta de turistas, parece que metade da comunidade europeia esta aqui.

Esperamos o domingo ansiosas para ir ao mercado do Rastro, e chegamos la vimos uma mistura de 25 de março, santa efigenia, benedito calixto e um toque de bom retiro...mais um milhao de pessoas.

O madrilenho nunca fica em casa, tem sempre gente na rua, a qualquer hora do dia e da noite, e nos finais de semana a cidade esta lotada, com gente falando todas as linguas, inclusive aquelas de veu ou turbante. Nas ruas tem mariachis tocando ai ai ai ai, tem velhinhos chineses com instrumentos estranhos, ciganas com realejo, instrumentos indianos, homens tirando sons de cristais.

Tem também muitas estátuas, daquelas mortas ou das vivas. Ontem eu e a Bia paramos e nao conseguimos decidir se aquela estatua de um aluno era viva ou de metal.

Novas fotos

de Madri

22 de janeiro de 2008

Foto que eu gostei

Zona pra fumadores


Apesar da Comunidade Europeia ter aprovado a lei que proibe fumar em lugarem fechados, na Espanha, bares e restaurantes podem optar se serao " para fumador" ou "para no fumador."

Adivinha que a maioria optou por ser ZONA PARA FUMADORES, para minha felicidade.

Tem uns debates engraçadissimos sobre fumo por aqui, você ve velhinhos fumando seu cigarro sem culpa e turistas brasileiros penando pra achar um lugar pra comer...

Menos a gente!

Madri



Gente, gente
Essa Madri 'e uma coisa linda. Chegamos aqui num domingo de sol, as quatro da tarde, quando todo mundo volta a sair na rua.
Esta calor, cerca de 13 graus, e a cidade é Babel, como eu gosto.
(Admito que tava com saudade de um barulhinho de ambulância e buzinas)
Aqui tem fotos de Portugal e da Espanha

18 de janeiro de 2008

To comecando

a ficar com saudades de casa
Apesar dessa Espanha ser um desbunde.

Ja passei por Salamanca e agora estou em Avila, tentando chegar em Madrid.

Salamanca e o maximo, versao espanhola de Coimbra. Universitaria e babel.
Fomos num bar cheio de estudantes, nos ofereceram o vinho da casa que se chamava Orgasmus. Foi o maior porre, devia se chamar chapinha.

Agora por aqui estou num cyber cafe de um arabe, com sites mirabolantes no historico do computador, pensando que vou dormir logo logo num hotel quetinho, porque o lugar e frio.

Um pouco antes fomos comer bocadillos (que parece em dimunitivo mas e um puta sanduiche) num bar aqui do lado) Tomamos tres cervejas, ficamos amigas do dono que nos pediu moedas brasileiras para sua colecao, mas antes tivemos que provar que nao eramos italianas. Ta engracado.
Estou com saudades.

14 de janeiro de 2008

Hoje é meu último dia

de Coimbra

Amanhã pegamos o trem para Salamanca.

Para dizer adeus, a cidade trouxe chuva e sol para se enfeitar...

Nesta semana que andei sumida...

rodamos quase 1000 km por Portugal. De carro, com a Bia dirigindo.

Chegamos a Aveiro


Porto


Guimarães



E até Vigo, na Espanha, ou melhor, na Galícia.

E mais um monte de cidadezinhas, povoadinhos e castelinhos. Ate igrejinhas e Santuários eu fui, para levar meu pé...mas isso depois eu conto que eu tenho vergonha.

Mais Coimbra

Tem o Rio Mondego, que corta a cidade, e que e bonito de dia e de noite

Tem doces fantasticos, de gemas ou de claras...sou mais esses.

Tem grande parte das muralhas da cidadela medieval incorporadas as casas da cidade


Coimbra, FFLCH

Coimbra é uma cidade muito linda, muito antiga, e universitária.
Você encontra ruínas romanas, igrejas do século X, rastos da ocupação muçulmana e um toque de FFLCH.
A população daqui mesmo é bem, mas beeem idosa, mas tem uma moçada de todo lado estudando aqui.
Aqui vai um especial pixações:







Fora as que ainda eu não fotografei. Por exemplo. Privatizem o Reitor ou Esta universidade não é o santuário de Fátima, hehehe

4 de janeiro de 2008

Coisas que so vendo...



Por toda a cidade, mas principalmente aqui em Montmartre tem essas flechas amarelas pintadas no chao

Sao as indicacoes para os peregrinos do Caminho de Santiago, que passa por toda a Europa, e nao so la na Espanha.

Pode?

Jornada pela historia da humanidade

Paris tem disso, minha gente. Pra ser a capital cultural do mundo ela tem que concentrar todos os tipos de museu. Ha dois dias que faco isso, visito museus.

Comecei no Louvre e fui ver a Dona Giocconda. Ela e infima perto dos outros quadros, mas nada como um best seller para faze-la a atracao principal. Dona Mona fica cercada de gente tirando fotos que nem vespinhas...olhem so:




Mas fiquei emocionada mesmo, e quase chorei, quando visitei a parte de antiguidades orientais...nao sei se por conhecer coisas tao preciosas ou por ver o que foi roubado pelo Napoleao ou por outros poderosos...toda a historia de um pais esta ali...
Olhem esses sarcofagos sorridentes!


Tem tambem um museu so de artes orientais, com budas e outros deuses dourados e cheios de bracos, uma lindeza


E tem por fim o museu d Orsay, com os Impressionistas, que eu babei


Hoje foi meu ultimo dia em Paris. Dava pra ficar mais tempo!