31 de dezembro de 2009

Um bonito número!


O número dez quase sempre me cativou.

O dez na prova.
Os dez anos de idade, quando fazemos duas mãos cheias de dedos.
A camisa dez.
A tabuada do dez é a mais fácil.
As dez da manhã é uma hora linda de acordar.
A facilidade do dez virar centena e milhar.
Todo dez é também uma forma de um, então: recomeçar!

Então, para todos os queridos ouvintes e leitores,
amigos e amigas próximos e distantes,
amantes do passado e do futuro e também para os imaginários,
para meus irmãos e irmãs,
para meus alunos e meus professores,
para meus pais, tios e avós vivos ou só na memória,
para os bebês que nasceram e nascerão,
para os meus amores,

desejo um ano inesquecível e novinho em folha!

27 de dezembro de 2009

10 anos!


Hoje é meu aniversário!

E eu ganhei um presente lindo, notícias de uma árvore que eu não conhecia.
Ela se chama açucarina e tem folhas brancas que ficam da cor dos seus desejos quando você as toca.
Só se pode encontrá-la muito longe ou quando você dorme, no dia de seu aniversário, de um jeito que eu não vou contar.

Eu tenho dois aniversários. Nesta noite, como há dez anos atrás, vou poder tentar de novo!

14 de dezembro de 2009

O abraço de amor, do Matisse


Para algumas pessoas o abraço de amor tem apenas seis traços.
Parece tão simples, e tão bonito, que dá até vontade de chorar.

Sabedoria Herivelto

...vou indo caminhando
sem saber aonde chegar
quem sabe na volta
te encontre no mesmo lugar.

3 de dezembro de 2009

A longa travessia ...

Ontem acabei de ler o livro, depois de duas começadas e cinco anos.
Chorei sozinha e baixinho, porque entrei madrugada adentro pra chegar até o fim do sertão.
Acho que aprendi um pouco mais sobre o amor e hoje meu peito tá até doendo de saudades do Riobaldo.

Aí embaixo uma foto do manuelzinho-da-croa, um passarinhozinho que é personagem.




É aquele lá: lindo!’ Era o manuelzinho-da-croa, sempre em casal, indo por cima da areia lisa, eles altas perninhas vermelhas, esteiadas muito atrás traseiras, desempinadinhos, peitudos, escrupulosos catando suas coisinhas para comer alimentação. Machozinho e fêmea – às vezes davam beijos de biquinquim – a galinholagem deles. — ‘É preciso olhar para esses com um todo carinho...’ – o Reinaldo disse. Era. Mas o dito, assim, botava surpresa. E a macieza da voz, o bem-querer sem propósito, o caprichado ser – e tudo num homem d’armas, brabo bem jagunço – eu não entendia!
(...)
O Urucuia, perto da barra, também tem belas croas de areia, e ilhas que forma, com verdes árvores debruçadas. E a lá se dão os pássaros: de todos os mesmos prazentes pássaros do Rio das Velhas, da saudade – jaburu e galinhol e garça-branca, a garça rosada que repassa em extensos no ar, feito vestido de mulher... E o manuelzinho-da-croa, que pisa e se desempenha tão catita – o manuelzinho não é mesmo de todos o passarinho lindo de mais amor?...