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No mural da fisioterapia

Em frente a bicicleta ergométrica existe um mural No mural estão as fotos dos atletas que foram curados naquele lugar No meio das fotos há um papel com uma mensagem, que só dá pra ler um pedacinho. O pedacinho dizia... " Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim que elas vêm até você" Piegas, não

Sabedoria Leminski

Vocês devem ter notado a overdose de Paulo Leminski nos posts dos últimos dias. É, estou adorando o livro que comprei faz tempo e que agora me caiu no colo. Naquele esquema de usar que nem bíblia (pensa numa coisa e abre o livro), encontrei respostas que enm o oráculo Conceição me deram. 1. Sobre aquela minha teoria de ficar parada: Alguém parado é sempre suspeito De trazer como eu trago Um susto preso no peito, Um prazo, um prazer, um estrago Um de qualquer jeito Sujeito a ser tragado Pelo primeiro que passar Parar dá azar 2. Sobre o amor, posts antigos e estas coisas essa vida que eu quero, querida encostar na minha tua ferida OU AMOR BASTANTE Quando eu vi você Tive uma idéia brilhante Foi como se eu olhasse De dentro de um diamante E meu olho ganhasse Mil faces num só instante Basta um instante E você tem amor bastante

Só pra lembrar

One is the loneliest number that you ever do (...) One is a number divided by two (...) Two can be as bad as one, it´s the loneliest number since the number one"

Bolo de

" Tão doce, tão cedo, tão já Tudo de novo vira começo" Do leminski A decepção é sempre maior do que a expectativa. Mesmo se a expectativa for pequena, quase nula. Expectativa daquelas relutantes em fugir das inúmeras vozes que sussurram no ouvido, que te dizem “não espera muito”, “ é só mais um”, “imagine”. Vivi grandes momentos neste final de semana, com aquele que se convencionou chamar por Ernani Moraes, grande, mais velho. Achei que ele não era de brincadeira. Por odiar joguinhos de poder achei que estes passavam com correr da idade. Depois DELE fazer insinuações de programinhas pelo próximo mês, comer ali, ir acolá, etcétera. Falei, vamos. Domingo à noite ele relutou em ir embora da minha cama, da minha casa. “O que você vai fazer amanhã?” Respondi “Médico, fisioterapia, estudar”. Ele disse “Vou no zoológico com as crianças (em tempo, ele é professor), volto as cinco, nos vemos?” Saí do médico às 5:30. Liguei, ninguém atendeu no celular. (Pensei, estranho, não deve poder...

Jornadas à pé I

“Quem chega tarde/Deve andar devagar/Andar como quem parte/Para nenhum lugar Vida que me venta/Sina que me brisa/Só te inventa/Quem te precisa” Do Leminski Passando o entusiasmo de aniversário, estou precisando contar pra vocês um pouco do meu cotidiano aqui na metrópole. Não está fácil! Mas quem disse que ia ser fácil. Eu queria que fosse difícil mesmo. Só pra lembrar, uma advertência aos leitores: ISSO NÃO É RECLAMAÇÃO! Estou bem feliz de por estar aqui. Até o barulho tão barulhento do meu largo me fazia falta. Esse rugido 24 horas de São Paulo está ninando o meu sono, na minha cama grande e vazia. Estou numa puta dureza. Estas linhas tortas do destino me pregaram uma peça boa. Três quartos da bolsa pagam fisioterapia e remédios. O resto é pra comer, fumar, beber e ir. Estou comendo toda a dispensa da casa, macarrões, sopas Maggi obscuras que meu tio comprou, comida congelada há tempos. A pergunta é, vale a pena? Vale primeiro pelo moral das tropas. Estava começando a ficar triste em...

Jimis entusiasmado na metrópole

O domingo à noite, final do dia do meu aniversário, tinha tudo pra ser mais um domingo à noite, mais um final de dia de aniversário. Um dia melancólico porque foi o dia que eu cheguei, depois de três meses ausente, de volta a minha casinha. Já passei por isso, cinco anos atrás. Voltei num domingo à noite, sem ser meu aniversário, pra São Paulo, depois de um tempo em Itu acidentada. Sozinha, passei a noite tentando me localizar na minha vida, revendo caixinhas, cadernos e memórias. Desta vez foi diferente. Fui retirada do buracão melancólico que estava prestes a me meter (rede pendurada, tango na vitrola) pelo telefonema surpresa do meu amigo James. “Vamos tomar? Que bom que você topou.” Pensou ele e eu. O James como um bom urbanista que é logo percebeu o potencial deste fantástico calçadão espremido entre a igreja e o buteco Birinight´s. Somente a Santa Cecília mesmo pra ser conivente com o espaço de luxúria e samba bem ao lado de sua casa. Mas dizem mesmo que essa santa é a padroeira ...

Ciclos

Parece mesmo que a vida humana, mais ancestral, é marcada pelos ciclos. A racionalista é que é linear, progresso, sucesso, idade, hora, dia, ano. A gente vive mesmo no acorda, come, dorme, vê novela, alguns trepam. Nasce o sol e depois a noite chega, não vem falhando há alguns anos. Por exemplo, acabo de chegar ao fim do meu ciclo menstrual. Sem surpresas de ter sido interrompido por uma fecundação, sem grandes atrasos ou angústias. Só tive que correr (com muletas), para comprar ob antes de ir nadar. Incômodos. Lembrei que eu parei de nadar quando tinha 12 anos e fiquei menstruada pela primeira vez. Meu técnico militar não entendia que eu tinha que faltar uma semana nos treinos, as meninas mais velhas não entendiam como eu não acreditava nelas de que na água não descia e eu não entendia mesmo como eu ia lidar com aquela sanguera uma vez por mês por muito tempo. Parei de nadar, fui jogar vôlei. O ciclo fechou outro dia quando voltei a nadar e minha professora/personal é uma dessas minha...

Com os burros n’água

Hoje comecei a nadar. Me rendi as evidências de que talvez eu leve algum tempo pra sair desta cidade. Resolvi nadar pra acelerar as coisas já meio lentas. Percebi que eu vou começar a andar na mesma época de que andei quando foi o acidente, poucos dias antes do meu aniversário. Aliás, estou pensando em fazer uma festinha em São Paulo, ainda não sei onde. Queria que todos vocês viessem.Fora isso, mestrado, fisioterapia. Estou de saco cheio, deve ser mesmo o inferno astral. Pelo menos acabou a quaresma!

Sabedoria Caetano

“Circuladô de fulo ao deus ao demo dará que deus te guie porque eu não posso guia e viva quem já me deu e ainda quem falta me dá.” Estou afastando, certeira, minha ladeira de autocomiseração. As vezes até peço, agora que sou mística, pra que tudo de certo: os empregos dos que precisam, as ameaças de agressão, as trapaças da cabeça, as enganações do coração. Certa disso estou sentada na frente do rio esperando a corrente certa pra começar a nadar.. Também afasto, certeira, a tendência a acreditar no buraco escuro e fantasmagórico em que às vezes se encerra todo mundo, ou melhor, se encerro eu. Parece que está todo mundo, mas está só eu mês, sozinha. Afasto a tendência de não enxergar. “...que no fim eu acerto que no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me reservo e se verá que estou certo e se verá e se que tem jeito e se verá que está feito que pelo torto fiz direito que quem faz cesto faz cento se não guio não lamento pois o mestre que me ensinou já não dá ensinamento.” ...

Meio Explicado

Eu estou meio apaixonada por um cara meio parecido com o Marco Ricca. Vocês acham que eu ia gostar de um cara que casou com a Luana Piovani, mesmo em filme? Vou contar a história. Tudo começou naquela viagem pra Parati. Ele estava lá com uma namorada e com aquela galera de Campinas amigos do Du ique. Depois fomos pro Sono e ele foi também. Ficava na rede, fumando o dia inteiro, meio quieto. Na época, até doeu! Ta bom, mais um campineiro, mais um engenheiro. Naqueles tempos eu namorava o Moises, estava louco pelo dono do cachorro que vivia em casa e fiquei temporariamente louca por esse italiano. Ele tem algo de Marco Ricca, tem o meu tamanho, um olho parecido, um nariz meio grego meio italiano, é sério, charmoso, interessante, trabalha com vídeo, febem, ongs.. Pra engenheiro, saiu pela esquerda! No ano seguinte encontrei com ele em uma festa do Maionese, no Riviera meio vazio. Conversei muitas horas seguidas com ele...nem lembro o que. Agora, logo que entrei na festa do Lu a gente come...

Sem bico

É isso, o Ministério do Trabalho e o Sindicato dos Jornalistas vieram me ajudar a garantir meus direitos trabalhistas...e eu rodei. Perdi eu bico na Folhasp. Me sentin naqueles caminhões de bóias frias, que o Ministério ajuda a ficar sem dinheiro quando exige carteira assinada e manda todos os caras de volta pra casa. É bonito de ver! Tem algumas vantagens, por exemplo brincar de estudante nesses meses cruciais. A desvantagem é dinheiro mesmo, pra pagar tudo que eu devo e vou dever com fisioterapia e outras terapias e remédios. Os oitocentinhos ao vai dar. Também não dá pra arranjar um novo trampo de muleta. É, to fuds por enquanto. Mas estou bem. Pelo menos me livro a sensação que eu tive, por umas três semanas...Acordei todas as manhãs pensando que minha defesa era hoje e eu não tinha terminado a dissertação. Gostoso, né? Fora isso, to apaixonada pelo Marco Ricca...depois eu conto os detalhes!

Desconexão

Comecei este post faz uma semana. Ele começou a ser escrito em itens, para facilitar a leitura de tantas coisas desconexas, mas acho que em letra corrida a coisa fica mais confusa, mais ao gosto desta que te escreve. Coloquei uma música agora, uma salsa, e já consigo me imaginar girando no salão nos braços de algum guapo, a rodar tão bem como se tivesse asas nos pés. Sim, meu pé está melhor, mas não pra tanto. Obrigada pelos comentários amigos e saudosos. Estou tentando escrever, disputo espaço com o marasmo ocupado em que me encontro e com meu irmão que joga o dia inteiro nesta máquina de entretenimento. Quando sobra um tempo, eu já estou vendo a Nazaré, depois um filminho, depois meu último volume do Tempo e o Vento e depois sono. De manhã fisio, terapia, algum passeio, almoço, crochê, às vezes dois parágrafos na introdução da tese, crochê, jornal da Band, jornal Nacional, e voltamos a Nazaré. Anda sendo quase isso, todos os dias, de tédio eu não estou morrendo...morro é de inanição ...

De volta ao croche

Nem to conseguindo escrever...entrei na fase crise com o blog?

O que tem que ser, tem força

Encontrei o épico do Érico Veríssimo nesta temporada de repousos forçados. O Tempo e o Vento...tem sete volumes e já estou no quarto. Voltemeia alguém diz o velho ditado,dessa maneira bem gaúcha. Digo isso porque depois da visita desenvolvi uma puta dor de cabeça, devo ter tomado muito café...ou era só o sintoma dos pensamentos se reagrupando, a cabeça funcionando em estado de emergência...os neuroninhos anárquicos tentando dar conta de tudo ao mesmo tempo. Apaguei a luz e repousei a cabeça. E o ditado veio... . Na hora, a oposição é que fez sentido, porque o que não tem que ser, não acontece nem na porrada. Contrariando o que eu pensava de mim mesma, o que meus amigos pensavam, descobri que não sou eu necessariamente que fecho as portas. Eu estou com a porta e a janela aberta, mas não é todo mundo que pode passar por ela. E o melhor...depois de meia hora pensando, descobri que não há problema nenhum nisso. Eu sei tudo o que eu quero, e não vou abrir mão de ter uma paixão ou du...

Só mais um pouco

Gelo, pêssegos, homeopatias e necrose. Não nessa ordem ou tudo ao mesmo tempo. Depois de algumas notinhas no blog, resolvi tentar publicar algo decente. Mas, não ando conseguindo pensar nada com coerência, introdução, desenvolvimento e conclusão, portanto exponho aí abaixo o mosaico de pensamento desconexos dos últimos dias... 1. Vou acabar, pela primeira vez na vida, um potinho com bolinhas de homeopatia. Tomarei 60 dias, e já está quase no fim. O remédio serve a cicatrização e etecéteras. Alguém já tentou se matar com homeopatia? Eu já, mas é melhor comer um suflair! 2. Comecei a fisioterapia hoje. Dois rapazes simpáticos, doces, suaves, delicados e profissionais vão mexer no meu pé pelas próximas semanas. Eles ajoelham no chão, massageiam o pé, e melhor, vão bota-lo pra funcionar. Meus dias de princesa apenas começaram... 3. Labirintos da memória. Comendo uma ameixa, nesses últimos dias, lembrei de que descobri o beijo na boca com uma caixa de pêssegos, no banco de trás d...

A gente somos...

É isso, tô me sentindo tão inútil que até sem ter nada o que escrever à princípio, marco presença neste blog nosso de cada dia. E desculpe-me pela generalização ao incluí-los no título, foi só pra garantir o trocadilho com a velha música. Falando em música, boas influências do ultimamente me fizeram empolgar novamente com o violão. Fui buscá-lo (mentira, me trouxeram) detrás da porta...abandonado. Tirei o pobre DiGiorgio da capinha e descobri que ele estava com a corda Mi (“fiz uma aliança pra ela, prova de carinho”) esgarçada, quase arrebentando. Precisava tentar salva-la porque no sábado à noite eu nunca ia achar uma corda pra comprar. Depois de toda operação de arrumar a corda, próximo passo, afinar. Por coincidência, encontrei um diapasão na gaveta do criado-mudo. Que delícia o “lá” redondinho que obviamente eu não consegui transpor pra afinar o violão. Ficou razoável a afinação! O próximo passo foi descobrir o quê tocar. Não é mentira que eu esqueci tudo, ou quase, que...

Todo mundo em casa

Hoje minha mãe na cozinha, eu na sala com pé pra cima, meu irmão lá embaixo. Minha mãe preparando o almoço, eu tecendo crochê, meu irmão jogando. Me bateu forte a sensação de estar faltando alguém. Pensei na minha avó que estaria na cozinha desde cedo preparando meu de comer preferido Na mesma hora apurei o ouvido para os barulhos e cheiros da cozinha, bife frito e pratos batendo. Minha mãe meio cansada solta uma expressão que nunca vi sair da boca dela, mas que minha avó dizia sempre na lida da cozinha. _ Ai, Ai, São Brás! Beleza! pensei. Está todo mundo aqui comigo

Passa as pernas, por favor!

Tenho tido bastante tempo pra pensar, então aí vai uma breve reflexão sobre uma semana sobre muletas... . Desenvolvi uma técnica: andar com uma sacolinha pindurada na muleta, assim consigo levar cigarros, isqueiro, celular, telefone sem fio, remédio e até cinzeiro vazio. Só não descobri ainda como carregar um copo de coca-cola. Ou seja, de muletas, ou você vai ou você leva!. . Também é um forte exercício aeróbico. Dá pra suar bastante...se bem que meu preparo vem melhorando! . Caso alguém de vocês venha um dia precisar deste meio de transporte, cuidem em prestar atenção onde você estaciona suas pernas postiças ao sentar-se em qualquer lugar. Elas estão sempre atrapalhando alguém...que tende a colocá-las fora do caminho, e consequentemente do seu alcance. Daí, quando bate a vontade de andar, você não alcança suas muletas. Frase da semana: passa minhas pernas, por favor! . Com as muletas, escadas ou qualquer degrau tornam-se ameaçadores. Não dá pra saber com qual das três pe...

Cheguei em Itu

Chegada meio atribulada, tensa, dolorida. O Milagre da Medicina está sendo desmascarado. ..É isso, que bom que minha mãe nem o médico deixaram eu ir no churras da Jú (porque u até pedi pra ele, só pra ver)...na noite de segunda meu pé doeu horrores...eles mexeram muito, espremeram o corte, me fizeram movimentar o pé, os dedos. Quando a noite baixou eu já estava tomando remédio fortão de novo...ta doendo até agora. E sobre a vinda pra Itu...eu e meu pé éramos as maiores bagagens do carro. Seguida pela mala de livros de fazer mestrado e depois pela de roupas e por último a de CDs. Desta vez vim prevenida, nada de só essencial porque eu preciso muito dos meus supérfluos...até aquele cd que eu não escuto muito eu trouxe...vai que me dá vontade...tenho que estar preparada. E também veio o computador, claro. Não dava pra disputar mestrado e internetmania com a sede por joguinhos do meu irmão. To usando uma bota agora...parecida com aquela que vocês já conhecem mas muito maior e mais fe...

Milagre da Medicina

Sem brincadeira, meu pé está ótimo. Até que valeu a pena todo o drama, nem que seja pra ver que não é tudo aquilo que eu imaginava...Acho que no fundo isso é uma estratégia...esperar o pior para se surpreender com o que vier de bom. Por outro lado, tô sem saber direito o que está acontecendo no meu coração... Tive visita sábado, foi meio estranho...minha mãe e meu irmão já estavam ligados...eu nem sabia em que categoria deveria apresenta-lo. Levei um tempo pra explicar pra minha mãe...nem precisava, na verdade, mas acho que eu estava levando realmente à sério. Agora eu já não sei, não posso com laconismo ao telefone e ao email...eu sou falante e prolixa. A visita mesmo foi ótima, mas como eu sou impulsiva, achei-a meio lacônica, formal...fiquei com muito medo de ter sido forçada...por ele mesmo e não por mim. Quem sabe o que é ficar doente sabe que legal é receber visitas...fiquei com medo que ele estivesse me visitando mais por ele do que por mim....Medo ridículo...tomara que e...