No último sábado eu fui em um batizado. A última cerimônia destas, que eu me lembro de ter ido, foi o meu próprio e do meu irmão. Da geração dos filhos da Saúde Pública, meus pais - ainda bem - optaram para que eu escolhesse minha religião, meus padrinhos e quem sabe, por Deus, ser agnóstica. O caso é que eu vim parar em um bairro circunvizinho a uma paróquia, e o meu orgulho de não ser batizada foi rapidamente substituido por um puro cagaço e um certo sentido de deslocamento. Aos sábados de manhã eu não tinha o que fazer, todas as crianças iam ao curso de primeira-comunhão; aos domingos, nas missas que eu fui, nem sabia direito o que fazer.
Além do que as avós horrorizadas faziam um trabalho de base fortíssimo e eu sei rezar todas as rezas, sei fazer o nome do pai, tinha crucifixo e anjo da guarda na borda da cama. Não sei quem foi, mas me convenceram a ser batizada. Escolhi meus padrinhos, meus tios cariocas e ambos quase ateus, e fomos procurar uma igreja que n...