31 de outubro de 2006

Vai Saci!!!!!!

Outros causos contados pelos meus alunos. Fortes indícios de que Saci vive e está em todos os lugares.
Minha avó, Dona Francisca tem 65 anos e contou uma vez pra minha mãe uma história sobre o pai dela. Minha vó contou que um dia meu avô se perdeu na floresta e estava com muito medo. Meu avô viu um vulto muito forte e era o saci. Ele foi com o saci no redemoinho que o levou para casa.
Ele falou pra todo mundo, mas ninguém acreditou nele. No outro dia meu avô foi até a floresta para ver se encontrava com o saci de novo, mas o saci não foi mais lá, nunca mais.
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Eu perguntei pra minha mãe e ela me disse que um dia ela e minha tia foram tirar leite, porque eu morava no Paraná. Daí escutaram um barulho e foram ver o que era. Quando elas olharam não viram nada, mas quando minha mãe olhou pro lado viu um menino negrinho de uma perna só, indo para o meio do mato.
Depois elas pegaram o leite e levaram para dentro da casa. Quando experimentaram, o leite estava azedo. Naquele dia minha mãe, minha avó, meu avô, minha tia e meu tio ficaram sem leite.
A minha mãe não acreditava nessas coisas, em lendas, mas logo quando ela me disse que pensei: foi o saci!
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Minha avó me contou que um dia ela viu o saci e que presenciou todas as travessuras dele. Ela viu um rodamoinho e uma voz sorrindo em seu quintal, viu os ovos das galinhas podres, viu os nós nas crinas dos cavalos. Sua mãe sempre dizia que era o saci fazendo suas travessuras na região de novo.
Um dia ela descobriu como espantar o saci. Ela pegou uma peneira de palha e uma garrafa com tampa de madeira. Ela pegou a peneira, colocou no chão e em cima a garrafa aberta. Aí ela fez uma vara de pesca e esperou o momento certo e jogou a vara no rodamoinho. Conseguiu agarrar a fonte de poder dele, a carapuça, e pegou a peneira com a garrafa, fez ele entrar e tampou.
O saci fez mil promessas e a minha avó só pediu uma coisa, que parasse com suas travessuras e ele aceitou. Ela abriu a garrafa, devolveu o seu capuz e depois disso nunca mais se ouviu falar do saci.
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Um amigo meu me disse que na fazenda do avô dele, quando ele acordava, encontrava os rabos dos cavalos trançados e também encontrava pegadas, mas de um pé só. Deve ser o saci, ele diz.
De noite, o avô dele ficava acordado pensando no que devia ser. De repente, o avô dele viu um vulto preto com um gorro vermelho e que andava com uma perna só. Esse vulto foi até o cavalo e trançou o rabo dele. Mas não foi só isso. A porta da cozinha estava aberta e o vulto entrou na cozinha, abriu a geladeira e depois foi embora.
De manhã, o avô do meu amigo viu que nas outras fazendas tinha acontecido a mesma coisa. Aí ele descobriu que fora o saci-pererê.
Então ele ficou acordado com uma espingarda, esperando o saci aparecer. Quando ele apareceu começou a atirar. Acertou em alguma coisa, era o cachimbo do saci.
O avô sabia que ele ia voltar para buscar o cachimbo, então o saci voltou para a fazenda como um furacão. Quando ele se abaixou o avô do meu amigo atirou nele, mas ele fugiu.
Isso nunca mais aconteceu na fazenda do avô do meu amigo, que é no Ceará.
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Meu pai tem um sítio lá no nordeste. Quando eu morava á ele me disse que um dia ele acordou logo cedo, mais ou menos 5h da manhã e foi trabalhar.
Passou um bom tempo lá. Na hora de vir embora já era tarde da noite e sítio ficava bem longe da minha casa.
Quando ele foi saindo, viu um furacão. Ele deixou para trás e andou mais um pouco. Depois de um tempinho ele viu alguma coisa pulando no mato e foi ver o que era.
A “coisa” usava um chapéu ou um gorro vermelho na cabeça e nós acreditamos que era um saci-pererê. Não sei.
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Em uma noite, meu avô estava dentro de casa (morava num sítio) e começou a ouvir as folhas voando e o vento batendo na área dos fundos. Ele saiu quietinho e foi para trás da porta. Continuou ouvindo os barulhos mas quando saiu pra fora viu um rodamoinho que de repente sumiu.
Ele logo desconfiou que fosse o saci.
Contra o Raloim, fique com Saci!

26 de outubro de 2006

O outro lado do mito ou a história re-descoberta


Recente descoberta arqueológica vem revolucionar a história, a mitologia e a psicanálise barata. Uma historiadora contemporânea que não quis se identificar, vasculhando clandestinamente um acervo digital público, declarou a este blog que a história de Medusa na verdade não se encerra na famosa batalha entre a mesma e Perseu.

Este confronto imemorial, algumas vezes reproduzido em relacionamentos amorosos, relatava a morte da personagem após ver sua própria imagem refletida em um escudo de aço polido. As serpentes teriam sido decepadas, junto com sua cabeça, de onde brotara o veneno e a cura de todos os males.

A descoberta, no entanto, vem desvendar a atual vida de Medusa. Há fortes indícios que apontam para uma vida boa ao lado de sua ex-esposa, com o amor entre ambos reavivado logo após o confronto com Perseu.

Deste herói, pouco se tem notícia, mas fontes protegidas contam que ele se envolveu em uma jornada de trabalho que pretenda superar a de seu concorrente, Hércules, em busca de comprar sua própria vaga no Olimpo.

A historiadora responsável pela descoberta recuperou-se logo e espera sobreviver a esta nova versão do mito.

11 de outubro de 2006

Pra vestir a camisa!


Hoje todo mundo ganhou presente da diretora na escola.
Uma camiseta do uniforme com o nome bordado.
Pelo dia da catigoria.