9 de setembro de 2011

Janela para o velho mundo 1

No banco duro do subterrâneo mais temido da polícia de fronteira do aeroporto da França estava a moça mexicana. Não falava francês, levava uma pequena mala e um sorriso assustado.

Perguntei o que faltava a ela. A mim, com tudo legalizado, faltava apenas um carimbo no passaporte que a polícia “esquecera-se” de fazer. A ela, faltava quase tudo que se exigia para ser um turista na França: um seguro saúde, 60 euros por dia, a hospedagem.

Antes de sair, acompanhada do único policial simpático em quilômetros, muito rápido consegui dizer-lhe “suerte!”. A intérprete dizia que ela ficaria detida por 24 horas. Depois ela mesma se corrigiu: detida não, retida. Em uma sala com cama e ducha, onde ela poderia tentar resolver sua situação, se não, seria deportada para o México.

No mesmo pé que chegou, ela seria mandada embora.

E assim começou minha vida no velho mundo: as portas fechadas para mais uma pessoa originária de um país da qual a França já tentou expandir seu império.

5 de junho de 2010

Pausa para curiosidades: em 1935




Dois dias dentro de um arquivo, folheando jornais antigos que soltam pedaços, faz a gente descobrir coisas divertidas.

30 de maio de 2010

Tá com medinho!!!



Colegas educadores,
Flagrante capturado pelo colega ignorantão de um momento fantástico da escola pública paulista.

Vale assistir, reproduzir, discutir, disseminar!!!

11 de maio de 2010

Devo estar me refazendo...

Uma dose de Teresa Cristina, pra alegrar a noite. Baixe e ouça!

Espera, que o tempo trata da solidão
Melancolia sem ilusão não é nada
Aguarda, tira essa mágoa do coração
Ensina o verso a virar canção delicada
Então pagar pra ver a vida ensinar
Que a dor é vai e vem
Qual onda no mar
E se faltar alguém no seu despertar
É bom se refazer até o amor chegar

Espera, que o tempo trata da solidão
Melancolia sem ilusão não é nada
Repara, que um dia é pouco pra perceber
Que a escuridão faz por merecer a alvorada
Então pagar pra ver a vida ensinar
Que a dor é vai e vem
Qual onda no mar
E se faltar alguém no seu despertar
É bom se refazer até o amor chegar
Espera que o tempo trata da solidão
Melancolia sem ilusão não é nada
Aguarda, tira essa mágoa do coração
E ensina o verso a virar canção delicada

Delicada

Teresa Cristina e Grupo Semente

Composição: Zé Renato e Teresa Cristina

17 de abril de 2010

A Ciegas

No tienes que darme cuentas,
él no te las ha pedío,
quien va por el mundo a tientas,
lleva los rumbos perdíos



Assisti los abrazos rotos. Por que demorei tanto?
A trilha sonora casou com o post de ontem,
pode ser que esta música fosse aquela que não estava tocando.

16 de abril de 2010

Ficção Cega na casa que não tinha paredes


No dia que eu te encontrar de novo o mundo vai parar de rodar por uns instantes
Eu vou te olhar e vamos começar a dançar uma música que talvez nem esteja tocando
Eu vou deitar a cabeça no seu ombro, e, agarrada à sua mão, fechar os olhos
De olhos fechados vou cheirar o seu pescoço e sua barba e seu cabelo
E a música que não estava tocando vai emendar em outra e em outra
Sei que vou secar uma lágrima em sua blusa, disfarçadamente
E vou dizer, no pé do seu ouvido para que você nem ouça,
meu amor

30 de março de 2010

Uma fantasia


* por marcelo daldoce