31 de outubro de 2007

o deus que não ri

Deus as vezes é um cara sério e não está pra brincadeira.

OU as Parcas, aquelas do fio do destino, distrairam no ponto do seu crochê porque:

MINHA REMOÇÃO NÃO SAIU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Leia-se: mais um ano na mesma escola, com a mesma gente, a mesma distância, a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim.

ME GUENTEM!

18 de outubro de 2007

“Observando-se bem, tudo isso era maravilhoso e fazia parte do acúmulo de maravilhas que pouco a pouco se mostravam a quem quisesse explorar em profundidade o mundo latino-americano, onde o terrível de certas contingências políticas, o horror das ditaduras militares ou civis se inscreviam no passageiro e transitório de uma história turbulenta, enquanto eram permanentes os prodígios do circundante, do que era da natureza, do ambiente, e da essência autêntica do Homem nascido das mais vivificantes mestiçagens que já houvessem apontado as crônicas do planeta.”

CARPENTIER, A. A sagração da Primavera.

16 de outubro de 2007

Pacatez



Mantiqueira é a serra de muitas águas "abençoadas do Rio do Peixe", como disse o violeiro na festa do produtor rural da cidade de S. Francisco Xavier.
Vão para lá se quiserem encontrar gentes boas de conversar, gentileza caipira, comida boa e uma dose de feitiços que algumas mulheres fazem com plantinhas de suas hortas cheias de ervinhas cheirosas, e transformam em banhos, sabonetes, óleos e creminhos.
Levem dinheirinhos, pois os feitiços não são tão baratos, mas vêm acompanhados de conversas e bençãos.

* Lá tem também trovões terríveis, que só nas serras se pode escutar.
Fodam-se todos os seis mil tão sentados de indignação...

10 de outubro de 2007

De Amores Cometas ou a Primeira Ficção que procurava




Este aí em cima é o cometa harley, que não vimos em 1986 e só vai passar novamente lá por 2062

Domingo vivi um amor de estrada, com 98 km por aproximadamente uma hora e trinta e cinco minutos. A catraca do metrô me lembrou então que algumas barreiras, infelizmente, eu ainda não consegui ultrapassar e não fui adiante, para sua casa e nem para sua cama.

Lá no subterrâneo do metrô República trocamos os telefones, enquanto pensava que era melhor deixar por isso mesmo.

Se não fosse por ontem que eu o vi passar na rua, em outro lugar da cidade, talvez acompanhado de alguém de sua vida real, enquanto eu contava alto para os amigos (não se tem privacidade em S. Paulo mesmo) que eu não ia procurá-lo. E que cometa é assim, passa rápido e não se vê duas vezes na mesma vida.

8 de outubro de 2007

Sabedoria Maísa

"Risquei a palavra uísque do meu dicionário"

da cantora, em março de 1960, lançando tendências.

2 de outubro de 2007

Por que é tão difícil

Em um dia espetacularmente ruim, dentre inúmeros outros na escola, deparo-me com conversas amigas em blogues amigos.

Segue então, meu desabafo


Após uma sequencia de roubos e sumiços de mp3, celulares, canetinhas caras, mochilas dos alunos (ninguém manda trazer na escola! dizem os colegas), desapareceu ontem o celular caro com strass da vice. A polícia encarregada de “escolares” compareceu à escola e logo achou um bodinho, de treze anos, respondão, malcriado, teimando que não foi ele, e este achou de responder a otoridade policial.

E ele levou um, dois chutes na frente de outros alunos, da direção, e de seu irmão, que gritava desesperado pela grade, enquanto era ameaçado que seria pego na rua pela digníssima tropa especializada na manutenção do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Esbravejo pela escola, escuto outros alunos, falo com a direção (Que qué isso? Ela ri que é mentira), meus colegas de categoria aplaudem e escuto o eco de minha própria indignação pelas paredes cinzas.

Terei, na próxima aula, que contar pra eles como proceder num caso desse, e devo alertá-los que denunciar, infelizmente e especialmente pra eles, é viver com medo, mas não viver humilhado. Terei que contar que minha cicatriz na sobrancelha é testemunha disso, e que é sadio não responder a um policial num caso desses, ainda mais se você estiver na rua, num beco escuro.

Mas pior é o beco escuro da injustiça.