29 de novembro de 2007

Lindo texto do Carpentier, mais uma vez...

26 de novembro de 2007

Pensando na pequena escala da exploração do discurso ecológico

pelo capitalismo do cotidiano.

Essa história de sacolas plásticas eu já pensava há algum tempo. Que mesmo se o lixo fosse todo reciclado, o material orgânico seria embalado em vários sacos de lixo, e assim demoraria uma eternidade para ser incorporado pela natureza, fazendo dos lixões e aterros essas terras estéreis e venenosas pra depois o pessoal ir morar em cima e ficar doente, e ...

Daí até gostei desta discussão sobre a proibição ou controle das sacolas plásticas, que são uma verdadeira obsessão desde que passaram a ficar disponíveis nos supermercados e na hora de empacotar as mãe e as tia pegavam aquele monte "porque serve certinho no meu lixinho da cozinha". E são essas mãe e essas tia que tem aquela sacolas de sacolas no fundo da casa, escondida em algum lugar, como se no final do mundo precisássemos de sacolinhas plásticas para irmos para o Paraíso.

Tá bom, eu tenho um saco de sacolas no fundo da minha casa, que eu pretendo usá-lo todo, mas não ficar alimentando aquele monstro com mais e mais sacolinhas para embalarem o conteúdo de um cinzeiro e irem para o lixo, dentro de outra sacolinha, que depois vai para um sacão preto e depois...

Eu reforcei as bolsas que costurei para mim mesma e estou fazendo compras com elas. Tá bom, tá na moda, mas eu banco.

Engraçado é que na padaria aqui da vizinhança nunca rolava sacolinha de plástico. Antes de pensar em ir comprar comidas com minha própria sacola eu já tive que sair com o pão na chuva, pois só o pão a seis reais o quilo não gerava lucro suficiente para o patrício. E nunca vi nada alusivo a salvar o meio ambiente dentro daquela padoca.

Hoje já estava lá, a plaquinha, digitada no Uordi, avisando que iriamos matar o planeta se usarmos sacolas descontroladamente.

Uma excelente desculpa para o pão durismo do dono, fundamentada no que há de mais recente nos discursos midiáticos, utilizada para só mais um pouquinho de lucro.

18 de novembro de 2007

A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal

You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide

13 de novembro de 2007

Sabedoria Loreley

_ Ulisses, você se lembra de que uma vez me perguntou por que eu voluntariamente me afastara das pessoas? Agora posso falar. É que não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo. Separei-me por uns tempos por causa de minha derrota e por sentir que os outros também eram derrotados. Então, fechei-me numa individualização que se eu não tomasse cuidado poderia se transformar em solidão histérica ou contemplativa. O que me salvou sempre foram os meus alunos, as crianças...

Não fui eu quem disse, foi a Lóri.

Clarisse, Uma aprendizagem ou O livro dos Prazeres

5 de novembro de 2007

Tenho a sensação de estar vivendo em um manicômio, e eu sou só mais uma das pacientes. O problema é que só percebi hoje.
Nem me comunicar eu estou conseguindo. Será autismo?