22 de fevereiro de 2005

De volta ao croche

Nem to conseguindo escrever...entrei na fase crise com o blog?

14 de fevereiro de 2005

10 dias

O puto do meu médico disse mais 10 dias sem pisar, to mal humorada, irritada, decepcionada.
Voltei pra casa do mesmo jeito que fui, com a bota a muleta e calos nas duas mãos agora.

8 de fevereiro de 2005

O que tem que ser, tem força

Encontrei o épico do Érico Veríssimo nesta temporada de repousos forçados. O Tempo e o Vento...tem sete volumes e já estou no quarto. Voltemeia alguém diz o velho ditado,dessa maneira bem gaúcha.

Digo isso porque depois da visita desenvolvi uma puta dor de cabeça, devo ter tomado muito café...ou era só o sintoma dos pensamentos se reagrupando, a cabeça funcionando em estado de emergência...os neuroninhos anárquicos tentando dar conta de tudo ao mesmo tempo. Apaguei a luz e repousei a cabeça. E o ditado veio...
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Na hora, a oposição é que fez sentido, porque o que não tem que ser, não acontece nem na porrada. Contrariando o que eu pensava de mim mesma, o que meus amigos pensavam, descobri que não sou eu necessariamente que fecho as portas. Eu estou com a porta e a janela aberta, mas não é todo mundo que pode passar por ela.

E o melhor...depois de meia hora pensando, descobri que não há problema nenhum nisso. Eu sei tudo o que eu quero, e não vou abrir mão de ter uma paixão ou duas ou três, desde que seja paixão. Nenhum pingo a menos.

E pra estar com uma pessoa só por estar, eu não faço isso desde 1945. Aliás, acho que nunca estive. Não dá. E não tem porque insistir em uma história só porque ela é uma história.

Somos historiadores, a gente sabe disso...que história é qualquer coisa que a gente vive. E que apesar do Fukuyama, ela segue existindo até nesse momentinho ridículo em que tento prende-la num documento para dar notícias a meus amigos e a mim mesma.

De qualquer maneira, a roda do destino deu mais uma giradinha, e passemos pro capítulo seguinte...

5 de fevereiro de 2005

Só mais um pouco

Gelo, pêssegos, homeopatias e necrose.
Não nessa ordem ou tudo ao mesmo tempo.
Depois de algumas notinhas no blog, resolvi tentar publicar algo decente. Mas, não ando conseguindo pensar nada com coerência, introdução, desenvolvimento e conclusão, portanto exponho aí abaixo o mosaico de pensamento desconexos dos últimos dias...

1. Vou acabar, pela primeira vez na vida, um potinho com bolinhas de homeopatia. Tomarei 60 dias, e já está quase no fim. O remédio serve a cicatrização e etecéteras. Alguém já tentou se matar com homeopatia? Eu já, mas é melhor comer um suflair!

2. Comecei a fisioterapia hoje. Dois rapazes simpáticos, doces, suaves, delicados e profissionais vão mexer no meu pé pelas próximas semanas. Eles ajoelham no chão, massageiam o pé, e melhor, vão bota-lo pra funcionar. Meus dias de princesa apenas começaram...

3. Labirintos da memória. Comendo uma ameixa, nesses últimos dias, lembrei de que descobri o beijo na boca com uma caixa de pêssegos, no banco de trás do carro, na Anchieta parada pelo congestionamento de ano novo. Devia ter uns doze anos, e aquela fruta doce, que eu devorei uma a uma quase morrendo, foi pra mim meu namorinho de descer a serra. Sabedoria Wando!

4. Voltando a fisioterapia que foi hoje, nada com ter essa suavidade profissional pra poder fazer um pé recém operado voltar a mexer, e te convencer a ficar 20 minutos com dois sacos gigantes de gelo amarrados no pé, e perguntar se ta doendo senão ele tira. É claro que está doendo, mas pode deixar! O velho truque!

5. Hoje tomei um puta escorregão de muleta. A Márcia, a nova faxineira aqui de casa, resolveu lavar o tapete da sala, encerar o chão. Daí, a coisa muito limpa ficou danosa. Escorreguei e apoiei o pé no chão com tudo. E não doeu, só meu coração que eu quase vomitei de susto. Por isso que eu to apostando no milagre da medicina. Daqui a cinco dias vou tirar um raio-x e meu tornozelo vai ter um calo ósseo tão grande que eles já vão me deixar pisar, mesmo que com meia carga. To batendo apostas com a minha mãe, um real, quem vai?

6. Também fui no médico hoje (quanto agito) e ao abrir a minha cicatriz, já sem pontos, ele descobriu um pequeno ponto de infecção. Ele disse ser superficial, só na pele, o ferimento ta fechado. “É um risco que se corre em uma pele fragilizada por inúmeras cirurgias: a necrose”. Pânico, perguntei: “Fer, o que vc entende por necrose? Pra mim é apodrecimento!” “Não”, ele disse, “é morte da pele. É esperado”. Antibiótico, só mais um pouco.

4 de fevereiro de 2005

Sei lá, sei lá...

(na voz da Vanessa damata ou da mata)
Só sei que meu pé tá melhorando, só sei que nem tenho mais dor e nem choque, só sei que nem to tomando mais remédio.

De resto, só sei que não estou entendendo...

postizinho medíocre, mas minha cabeça não anda muito criativa...oficina do demônio

2 de fevereiro de 2005

Sentou ni mim um urubu

Ainda não consegui espantar o bicho

Começou com uma moleza que vinha do remédio de neurítica que eu estava tomando, uma preguiça eterna, uma vontade de nada, um silêncio na cabeça e na boca.
Sei lá acho que é solidão e paradeza.