8 de fevereiro de 2005

O que tem que ser, tem força

Encontrei o épico do Érico Veríssimo nesta temporada de repousos forçados. O Tempo e o Vento...tem sete volumes e já estou no quarto. Voltemeia alguém diz o velho ditado,dessa maneira bem gaúcha.

Digo isso porque depois da visita desenvolvi uma puta dor de cabeça, devo ter tomado muito café...ou era só o sintoma dos pensamentos se reagrupando, a cabeça funcionando em estado de emergência...os neuroninhos anárquicos tentando dar conta de tudo ao mesmo tempo. Apaguei a luz e repousei a cabeça. E o ditado veio...
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Na hora, a oposição é que fez sentido, porque o que não tem que ser, não acontece nem na porrada. Contrariando o que eu pensava de mim mesma, o que meus amigos pensavam, descobri que não sou eu necessariamente que fecho as portas. Eu estou com a porta e a janela aberta, mas não é todo mundo que pode passar por ela.

E o melhor...depois de meia hora pensando, descobri que não há problema nenhum nisso. Eu sei tudo o que eu quero, e não vou abrir mão de ter uma paixão ou duas ou três, desde que seja paixão. Nenhum pingo a menos.

E pra estar com uma pessoa só por estar, eu não faço isso desde 1945. Aliás, acho que nunca estive. Não dá. E não tem porque insistir em uma história só porque ela é uma história.

Somos historiadores, a gente sabe disso...que história é qualquer coisa que a gente vive. E que apesar do Fukuyama, ela segue existindo até nesse momentinho ridículo em que tento prende-la num documento para dar notícias a meus amigos e a mim mesma.

De qualquer maneira, a roda do destino deu mais uma giradinha, e passemos pro capítulo seguinte...