20 de julho de 2009

O forró e o amor

Tem pouco do que eles chamam de "pé de serra", mas do rala rala e do arrocha...viche!
Dá até um suadô...só de assistir. (Eu to assistindo, tá?)

Escrevi um texto sobre o amor e o forró, mas não deu tempo de digitar.
De qualquer forma, o Luiz Gonzaga já tinha escrito sobre isso...e muito melhor do que eu.

Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar

Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o véio ficar moço
E o coração de repente
Bota o sangue em arvoroço

Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulô
Tem um gosto temperado
Dos tempero do amor

10 de julho de 2009

O acaso e o transitório

Fui no museu de Brennand, aqui em Recife, e me recebeu um arco de Oxóssi que é o símbolo do espaço.

Este lugar é uma oficina, numa antiga cerâmica, onde um visionário artista plástico esculpiu em barro um outro mundo de mitologia, sexo, natureza, nascimento e morte.

Além de Oxóssi, encontrei este poema dedicado ao artista, escrito por Carlos Pena Filho. Outra descoberta!

A SOLIDÃO E SUA PORTA
A Francisco Brennand

Quando mais nada resistir que valha

A pena de viver e a dor de amar

E quando nada mais interessar,

(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando, pelo desuso da navalha

A barba livremente caminhar

E até Deus em silêncio se afastar

Deixando-te sozinho na batalha


A arquitetar na sombra a despedida

Do mundo que te foi contraditório,

Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório

E de que ainda tens uma saída:

Entrar no acaso e amar o transitório*
*é a missão do segundo semestre!

1 de julho de 2009

Atividades suspensas temporariamente

Férias!!