26 de janeiro de 2005

Está registrado!

Isso é que dá tirar foto bêbada...revelei hoje o álbum da praia e descobri...fotos do churrasco
Como não revelei em formato digital, descrevo para alguns interessados as fotos que saíram.

1. Bia, Jú e Ana Felizes com cigarrinho e cervejinha
2. Isabela na piscina
3. Isabela e Buda
4. Bia lindinha em foto para o "Quer namorar comigo!"
5. Chiquinho em foto lindinho
6. Cuca e Rafael Monguinha
7. Ana, Cuca, Jú e Bia quase dormindo
8. Quatro casaisinhos abraçados e felizes dançando um BAILINHO. E olhando bem, ninguém parecia ter mesmo doze anos. Mas, pelo menos na foto, todo mundo dançava como se tivesse.

24 de janeiro de 2005

Neurítica!

É gente, de neurótica a neurítica! Meu pé me aprontou essa.

Neurite é algo assim como uma inflamação dos nervos. Alguns foram cortados na cirurgia e agora estão em crise.

Na prática, meu pé está como em carne vive, não se pode encostar na pele...e de pouco em pouco rola uns choques que as vezes são tão fortes que rola uns trancos, como aquele do martelinho no joelho dos médicos antigos.

Resumindo, dói!

Já estou tomando um remedinho bomba (quase que desisti quando li a bula), ms ainda não fez efeito.

Mas, de verdade, estou bem!

Enquanto isso, terminei meu primeira obra de prendas domésticas: meu tapete de crochê.É o presente de uma amiga!

23 de janeiro de 2005

A gente somos...

É isso, tô me sentindo tão inútil que até sem ter nada o que escrever à princípio, marco presença neste blog nosso de cada dia. E desculpe-me pela generalização ao incluí-los no título, foi só pra garantir o trocadilho com a velha música.

Falando em música, boas influências do ultimamente me fizeram empolgar novamente com o violão.

Fui buscá-lo (mentira, me trouxeram) detrás da porta...abandonado. Tirei o pobre DiGiorgio da capinha e descobri que ele estava com a corda Mi (“fiz uma aliança pra ela, prova de carinho”) esgarçada, quase arrebentando. Precisava tentar salva-la porque no sábado à noite eu nunca ia achar uma corda pra comprar. Depois de toda operação de arrumar a corda, próximo passo, afinar.

Por coincidência, encontrei um diapasão na gaveta do criado-mudo. Que delícia o “lá” redondinho que obviamente eu não consegui transpor pra afinar o violão. Ficou razoável a afinação!

O próximo passo foi descobrir o quê tocar. Não é mentira que eu esqueci tudo, ou quase, que eu sabia de cor. Precisava de mais um favorzinho do meu irmão, dos 250 diários. Bru, acha a cestinha com as revistinhas pra mim?

A busca na bagunça organizada do porão encontra a mesma cesta de anos, um pouco desfalcada, empoeirada...quase uma caixinha de lembranças.

A primeira revistinha que me caiu na mão: Caetano. Quase rezei pra ela me trazer uma surpresa tão boa que me empolgasse a tirar a música. Lembrei do tio Milho sacudindo os braços de forma lânguida e me empolguei.

Curioso foi que eu já vi esta revisitinha 7.000 vezes, e logo na primeira música me encontrei. São assim as caixinhas de lembranças, cada vez que você olha, encontra algo diferente, que faz sentido no tempo histórico presente, e blá blá blá. É quase aquilo que eu disse pra Bia: a mesma coisa, com a pessoa diferente.

A música foi aquela que um menino noinha do passado me cantou, a Bia me mostrou o CD, o tio Gil me emprestou e agora eu aprendi a tocar. A tocar marromeno, mas pelo menos já tirei.

A música é aquela que diz da presença morena que entra pelos sete buracos da cabeça, pelos olhos bocas narinas e orelhas, que paralisa o momento em que tudo começa e que desintegra e atualiza a presença, que envolve tronco, braços e pernas e que é branca verde vermelha e amarela e negra negra, que transborda pelas portas e janelas, silencia automóveis e motocicletas, que derruba cercas, que se come e se reza, que coagula a noite sangrenta, que é o mais bonito da natureza e que mantém teso o arco da promessa. Morena.
Enfim, a tua presença!

(Consegui tirar sem muita dificuldade. O Yuri, um amigo e professor de música da comunidade Anaconda/Coral, me dizia que dedo tem memória, é só deixar ele agir.)

Empolgada, avancei na próxima revista. Na da Velha Tia Lee e encontrei “Caso Sério”...uma música pra lá de boa...pra mim uma das melhores.

Pra não ficar cansativo, resumo a historinha. Nós dois, cada um na sua, perdidos na cidade, empapuçados no verão, a meia luz, a sós, a toa. Refrão de bolero, dose dupla, Cuba libre, sanduíche de gente...

Bem, repensando meu sentimento de inutilidade, terminei o dia com cinco calos novos no dedo, além daquele que já se formou na mão, pelo uso da amiga muleta.

Momento memória:
Escrevo escutando o CD da Amelinha Polaina e lembrei da Denise dançando. Tão sublime e tão sozinha...

21 de janeiro de 2005

Todo mundo em casa

Hoje minha mãe na cozinha, eu na sala com pé pra cima, meu irmão lá embaixo.
Minha mãe preparando o almoço, eu tecendo crochê, meu irmão jogando.

Me bateu forte a sensação de estar faltando alguém.
Pensei na minha avó que estaria na cozinha desde cedo preparando meu de comer preferido

Na mesma hora apurei o ouvido para os barulhos e cheiros da cozinha, bife frito e pratos batendo. Minha mãe meio cansada solta uma expressão que nunca vi sair da boca dela, mas que minha avó dizia sempre na lida da cozinha.
_ Ai, Ai, São Brás!
Beleza! pensei. Está todo mundo aqui comigo

19 de janeiro de 2005

Passa as pernas, por favor!

Tenho tido bastante tempo pra pensar, então aí vai uma breve reflexão sobre uma semana sobre muletas...

. Desenvolvi uma técnica: andar com uma sacolinha pindurada na muleta, assim consigo levar cigarros, isqueiro, celular, telefone sem fio, remédio e até cinzeiro vazio. Só não descobri ainda como carregar um copo de coca-cola. Ou seja, de muletas, ou você vai ou você leva!.

. Também é um forte exercício aeróbico. Dá pra suar bastante...se bem que meu preparo vem melhorando!

. Caso alguém de vocês venha um dia precisar deste meio de transporte, cuidem em prestar atenção onde você estaciona suas pernas postiças ao sentar-se em qualquer lugar. Elas estão sempre atrapalhando alguém...que tende a colocá-las fora do caminho, e consequentemente do seu alcance. Daí, quando bate a vontade de andar, você não alcança suas muletas. Frase da semana: passa minhas pernas, por favor!

. Com as muletas, escadas ou qualquer degrau tornam-se ameaçadores. Não dá pra saber com qual das três pernas você começa a escalada ou a descida. Dá um puta medo. Nessas horas, apelem para o irmão muito forte. É recomendável!

. As muletas também tendem a cair quando estão apoiadas em paredes ou mesas. O ruído é bastante desagradável, mas muito mais para quem escuta de longe e vêm gritando perguntando se eu caí. Frase do dia: Gente, se eu cair eu faço muito mais barulho que isso...

Espero que isso seja útil para alguém um dia...to me sentindo meio inútil. Preciso usar o cérebro pra fazer mestrado!

PS: Puxando pela memória, eu acho sim que alguém beijou o dono da casa no BNB

Cheguei em Itu

Chegada meio atribulada, tensa, dolorida. O Milagre da Medicina está sendo desmascarado. ..É isso, que bom que minha mãe nem o médico deixaram eu ir no churras da Jú (porque u até pedi pra ele, só pra ver)...na noite de segunda meu pé doeu horrores...eles mexeram muito, espremeram o corte, me fizeram movimentar o pé, os dedos. Quando a noite baixou eu já estava tomando remédio fortão de novo...ta doendo até agora.

E sobre a vinda pra Itu...eu e meu pé éramos as maiores bagagens do carro. Seguida pela mala de livros de fazer mestrado e depois pela de roupas e por último a de CDs. Desta vez vim prevenida, nada de só essencial porque eu preciso muito dos meus supérfluos...até aquele cd que eu não escuto muito eu trouxe...vai que me dá vontade...tenho que estar preparada. E também veio o computador, claro. Não dava pra disputar mestrado e internetmania com a sede por joguinhos do meu irmão.

To usando uma bota agora...parecida com aquela que vocês já conhecem mas muito maior e mais feia. É tão grande que não passa nenhuma roupa pelo pé...vivo de saia (nada elegantemente deitada) ou com aqueles shortinhos de pintar vaso.

E sob o post anterior, lutei muito pra não censurá-lo. Não me senti bem com as coisas que escrevi, mas precisava contar pra vocês de qualquer maneira. Mas, nio fundo eu não queria que esse blog tivesse muito espaço pra nóia.

Que nem aquela vez, em 1997, que eu resolvi fazer um caderninho de felicidades. Comecei enumerando meus discos e livros preferidos, ganhei de um amigo um coração desenhado pra colar na capa. Só que minha veia dramático-depressiva não me deixou mantê-lo com a pureza das coisas legais, logo uma história, outra e depois tudo foi inundado da mais profunda e vermífoga (saca?) nóia.

Adivinha onde terminou o caderno? Nem sei. No lixo, acho!

Só que não teve testemunhas amigas para comentá-lo. Valeu, Chicote!

17 de janeiro de 2005

Milagre da Medicina

Sem brincadeira, meu pé está ótimo. Até que valeu a pena todo o drama, nem que seja pra ver que não é tudo aquilo que eu imaginava...Acho que no fundo isso é uma estratégia...esperar o pior para se surpreender com o que vier de bom.

Por outro lado, tô sem saber direito o que está acontecendo no meu coração...
Tive visita sábado, foi meio estranho...minha mãe e meu irmão já estavam ligados...eu nem sabia em que categoria deveria apresenta-lo. Levei um tempo pra explicar pra minha mãe...nem precisava, na verdade, mas acho que eu estava levando realmente à sério.

Agora eu já não sei, não posso com laconismo ao telefone e ao email...eu sou falante e prolixa. A visita mesmo foi ótima, mas como eu sou impulsiva, achei-a meio lacônica, formal...fiquei com muito medo de ter sido forçada...por ele mesmo e não por mim. Quem sabe o que é ficar doente sabe que legal é receber visitas...fiquei com medo que ele estivesse me visitando mais por ele do que por mim....Medo ridículo...tomara que ele nunca leia esse blog!

Já engatei a marcha ré porque parei de ver horizonte. Sem estrada não se dirige pra frente, né?

Medo, eu?

12 de janeiro de 2005

Chá de estrada

Na varanda da minha casa tem um vaso com capim cidrão. Trouxe uma muda do sítio porque nunca se sabe quando vai precisar. Pelo dicionário de Ervas Medicinais a planta é sedativa, analgésica e combate o histerismo e outras doenças nervosas.

Mas, a mãe da minha mãe já dizia pra ela não dar tanto chá de estrada pra mim, eu tomava litros quando bebê, porque daquele jeito eu ia virar estradeira...

Certo, fiz hoje uma garrafa térmica do chá. Tentei tomar o dia inteiro...to nervosa por não poder fumar, mas estou fumando. Esqueci o que é me policiar pra não fumar...não tento isso há anos. É irritante!

Também estou com medinho básico.
Com moço tão novo pra apresentar pra família (se quiser vê-lo nos próximos dois meses)
Com gula, vontade de me embriagar e fingir que nada tão diferente vai acontecer.
Com saudades da minha avó
Das minhas amigas
Dos meus cachorros
Saudade da praia

Da irresponsabilidade, do pensar pouco e rir e beber muito.
Espero mesmo que esse chá faça efeito, mas não aquele de vontade de pegar a estrada!

10 de janeiro de 2005

Hapiness is a warm gun!

Tento e tento comentar o blog do meu amigo TheGun. Não consigo e comento aqui.
Gosto demais dos seus textos...tentei conversar no penúltimo e não consegui...mas sobre esta última postagem ...

não se impressione com meu exagero mexicano. Pense mais na imagem do duplo twist carpado com braços estendidos, eu não me sinto mais um bezourinho como naquela noite em que fui no banheiro...e ninguém deve se sentir...

afinal, eu é que não tive paciência de ficar olhando, mas ele conseguiu se desvirar quatro horas e meia depois....

São Jorge Guerreiro

Eu andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés na me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem mesmo pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.

Ganhei uma vez uma imagem pra por na camiseta
Encontrei um menino com a medalhinha no peito
Ganhei um patuá

Armas de fogo, meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebram sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentam, sem o meu corpo amarrar.

Descobri quem fomos a faísca
Desta vez que o velho nojento nos ofendeu, chorei e fiquei tão triste bêbada que agora estou com ódio.
To achando até que ele fede como um inimigo.
*
Teria que ficar quinze dias sem fumar...à partir de agora....só de pensar nisso fiquei nervosa já e fumei três pigors. Vai ser difícil!

7 de janeiro de 2005

Duplo twist

Pessoal, desculpem minhas oscilações de humor...acho que estou meio tensa.

Hoje já me sinto melhor, e agradeço tanto pelos recadinhos de carinho dos meus amigos. Muito amor eu sinto por eles, e esse apoio é tudo de bom, como sempre!

Ontem comecei a lavar louça, ouvir música, tomei uma brejinha com os amigos do meu irmão, criei coragem, escrevi um email, assisti filme dos Trapalhões, tomei banho (técnica da Ana), e dormi meio chapadinha.

(Sonhei que nascia um olho bem no meio da minha mão...brotou de um corte que uma abelha fez...a abelha carregava um fio (tipo com cortante de pipa?)...e quando eu fui espanta-la, ela me picou. Fui ver o corte e ele abriu, feito um olho...e uma pelinha cobria o globo, como se ainda não estivesse maduro.
(!!) Cris, desse aí você dá conta de interpretar?)
*
Hoje já acho que vai dar tudo certo e que vou consertar meu pé tanto que vou estar de volta dando um duplo twist carpado, com direito a bracinhos estendidos no final.

6 de janeiro de 2005

Patas arriba

Estou a pouco mais de 24 horas em itu, não me sinto bem. Liguei pra minhas amigas meio dormentes, não passou...

Amanhã, ou hoje, já volto pra Sampa...mas deu pra sentir o clima que estarei aqui, por dois meses parada! Só entendi há algumas horas atrás, quando fui ao banheiro e descobri um bezouro desesperadamente de pernas pro ar. Se debatendo, desesperad0 tentado se mexer e voltar a andar.

Que medo que me deu aquilo! Um medo absurso ao perceber a metáfora perfeita...

De certo não preciso de mais nada que me deixe de patas para arriba, mas sim que funcione como o inverso pra me desvirar.


4 de janeiro de 2005

Sabedoria Iemanjá

A Iemanjá me ensinou uma coisa...depois de eu dar velas, colar, miçanga, flor e pedido.

Pedi pra ela que eu queria coisas bonitas...não importa o quanto durassem...não quero mais escrever nada Bridget Jones...ou pelo menos não tudo.

Valeu, Dona Iema!

3 de janeiro de 2005

Sabedoria Magnólia

"It's not going to stop, 'till you wise up"

alguma coisa como que perceber que se entregar e estar disposta a perder é algo tão grande que nem a lua que perde pro sol mas ta sempre de volta e se tiver que se esconder é por no máximo uma semana

é mais ou menos também como rir de si mesma e contar pra todo mundo que se é ridícula e apaixonada e chorar de vez em quando e quando quiser chorar sozinha é por no máximo uma semana

me parece que é quase quase estar mais ou menos apaixonada e esfregar as unhas no couro cabeludo e cruzar cinco dedos de cada mão como se fizesse sexo e sentir tanto medo quanto estar de carro na Tamoios cantando pneu mas nada se compara a esperar um telefonema e nunca por mais de uma semana.