28 de janeiro de 2009

No último sábado eu fui em um batizado. A última cerimônia destas, que eu me lembro de ter ido, foi o meu próprio e do meu irmão.

Da geração dos filhos da Saúde Pública, meus pais - ainda bem - optaram para que eu escolhesse minha religião, meus padrinhos e quem sabe, por Deus, ser agnóstica.

O caso é que eu vim parar em um bairro circunvizinho a uma paróquia, e o meu orgulho de não ser batizada foi rapidamente substituido por um puro cagaço e um certo sentido de deslocamento. Aos sábados de manhã eu não tinha o que fazer, todas as crianças iam ao curso de primeira-comunhão; aos domingos, nas missas que eu fui, nem sabia direito o que fazer.


Além do que as avós horrorizadas faziam um trabalho de base fortíssimo e eu sei rezar todas as rezas, sei fazer o nome do pai, tinha crucifixo e anjo da guarda na borda da cama. Não sei quem foi, mas me convenceram a ser batizada.

Escolhi meus padrinhos, meus tios cariocas e ambos quase ateus, e fomos procurar uma igreja que não precisasse de cursinho. Depois de percorrer a lista telefonica, achamos a uma no Cambuci em São Paulo. Desse dia tem a foto da família inteira reunida, mesmo! Avós, tios, primos…não faltou ninguém.

O padre muito simpático batizava os padrinhos e os afilhados, todos em uma grande fila. Me lembro das avós estranharem, mas ninguém reclamou afinal deixaríamos de ser pagãos. E assim, foi: fui desculpada do pecado original e ainda tinha dois fiadores para garantir.

Acontece que neste batizado de sábado passado eu fui convidada pela minha sobrinha de 9 anos para ser sua madrinha. Nenhuma igreja quer batizá-la - os padres vem dizer que ela passou dos sete anos. Eu topei, afinal, ela me escolheu.

O problema é que eu tive a certeza de que meu batizado é inválido para a igreja católica, portanto eu continuo pagã. Aquela igreja fazia parte de uma dissidência excomungada em 1946, por desvios de doutrina, por duvidar da autoridade do papa e por tendências socializantes. Buscando na internet as respostas para a validade do meu sacramento achei o site da igreja, com o lema: Deus, Terra e Liberdade.


Adorei!.

Espia a história da ICAB

20 de janeiro de 2009

Fechado pra balanço


Hoje é o meu último dia de férias. Foi pouco, não deu nem pra distrair.

Amanhã começo a planejar quatro cursos diferentes, para a mesma rotina de ping-pong entre itu e são paulo. Dá canseira de pensar.

Mas eu não sou boa de não fazer nada. Fico meio perdida, igual hoje (e ontem)...Acabo fazendo coisas pouco produtivas como assistir TV, tirar uma musiquinha no violão, e...na hora que o sol baixa da linha do zóio, começar a beber...

Balancete das férias:
1. Quatro dias na praia, um leve bronzeado e duas receitas novas de drinks
2. 26 dias em casa, 3 paqueras novos, um joelho machucado e o coração esfolado.
3. Uma epidemia de pulga, porque estou há 20 dias pra levar zizou no vet e fico com preguiça.
4. Três argentinos e um passeio até Jandira para conhecer a Comuna.
5. 1 aniversário que valeu por três, porque bebi muito.
6. Um hoje: dia dedicado ao balancete geral das férias, cálculo que pode obviamente ser acompanhado de uma cervejinha gelada.

15 de janeiro de 2009

"...seja feliz, adeus."

Da próxima vez, do homem que sair pela porta da minha casa, me despeço para sempre.

Deep en lo profundo

Necesitamos
que algo nos inunde,
nos traspase,
nos rebase en miles de hebras de luz.
Necesitamos saber
cómo son las cortezas
de los árboles por dentro.
Necesitamos reírnos a carcajadas.
Necesitamos cosas simples
y complejas.
Necesitamos todo.

De Sofi "Bonbon" Arroñade, que de passagem pelo casulão me regaló seu livro de poesia.

14 de janeiro de 2009

Ela eu, ela ela ela, ela ela eu

Quando Zizou nasceu ela não tinha bolas.

Pequenininha eu a vi, ainda sem estar certa de querer ter um gato, chamei-a por esse nome; ela parou de mamar e me olhou. Descobri que era o meu bicho.

O nome vinha do jogador argelino, Zidane, um menino. O apelido, Zizou, podia servir para meninas, mas já predizia a confusão.

Agora, com três meses, quase não restam dúvidas. Zizou é um menino: brinca de lutinha, gosta de morder, de azul e tem inegáveis bolinhas.

Ainda que incerto seu real gênero, o nome Zizou continua servindo para os dois.

10 de janeiro de 2009

Amanhã, 11 h, na Paulista!


Manifesto contra o silêncio e a omissão.

5 de janeiro de 2009

Saudades da brisa

La brisa del mar,
brisa del mar, llévame hasta mi casa
Un sueño y un pasaporte
como las aves buscamos el norte
cuando el invierno se acerca y el frío comienza a apretar
Y este es un invierno largo
van varios lustros de tragos amargos
y nos hicimos mayores esperando las flores
del Jacaranda.
Como me cuesta marcharme
Me cuesta quedarme
Me cuesta olvidar
El olor de la tierra mojada
La brisa del mar
brisa del mar, llévame hasta mi casa
Brisa del mar

por J. Drexler