19 de junho de 2005

Heranças que queremos ter

Tudo isso é porque não consigo parar de pensar que o José Serra que cercar a Praça da República. Com grades.

Queria muito conversar com meus amigos urbanistas sobre isso, propor ações de boicote ou mesmo ação direta efetiva e violenta.

Tudo isso faz parte daquela mesma visão higienista de revitalização do centro. Andréa Matarazzo, o subsecretário da Sé, afirmou em uma entrevista para uma revista judaica, que os problemas do centro de São Paulo são os moradores de rua e os ambulantes. E para tirar cada vez mais estas vidas que matam o centro, na visão deles, a Sé será reformada, e os canteiros retirados, para dar mais segurança e não possibilitar nenhum lugar para dormir aos que não tem casa, ou como voltar pra ela.

Da mesma forma uma revitalização silenciosa ocorre em todas as marquises, muretas, beirais das lojas, bancos. Morando aqui eu acompanho o processo de colocação de espetos, cacos de vidro ou até lindos vasos de concreto com árvores em lugares que antes ofereciam um pequeno teto pra alguém dormir, sentar ou descansar. Não há quase mais lugares pra se sentar no centro.
Agora de volta as praças. Heranças de lugares tão antigos quanto os homens...lugar de troca e comércio. Lugar de descanso, de conversas. Vazias e limpas, cercadas por grades verdes (ou azuis e amarelas), a Praça da República não será mais lugar de passagem, não terá mais bancos, será proibido o comércio, o lugar mais morto do centro de São Paulo.

10 de junho de 2005

O que alimenta

Vocês devem ter percebido a dificuldade em atualizar essa coisa, mesmo passando o dia inteiro na frente do computador. Está meio atrasado, queria ter tempo de contar grandes coisas, mas na verdade, elas não aconteceram.

Estou com vidinha rotineira. Indo trabalhar as 8 da manhã, pra poder sair ainda com a luz do sol. Não saí a semana inteira, trabalhei nos projetos em casa, corrigi os erros de português da dissertação, fui no correio mandar cartas, fui na reunião com orientadora, fiz sopa de legumes pra jantar melhor.

Tudo isso até ontem. Vim no debate sobre Reforma Agrária aqui na Folhasp e encontrei amigos de surpresa; logo fugimos do debate ruim, corremos pro largo e em volta de mesinhas de ferro nos sentimos muito melhor. Tomando muitas cervejas, muitos cigarros, trocamos planos para o futuro, combinamos de mudar o mundo, de tocar projetos, de trabalhar levando em frente alguns sonhos, atualizamos as vidas. De manhã, com aquele sono pra levantar, de novo as 7:00, lembrei que os amigos alimentam mais que sopa saudável!

PS1: Novidadíssima! Tive alta na fisioterapia. Agora é RPG e musculação, que na verdade não estou com o mínimo saco pra fazer. Mas, farei.
PS2: Entre trancos e desencontros sigo com um caso de amor. Está ficando até bonito, com direito a sentir saudades! Pelo menos até o final de semana passado.

1 de junho de 2005

Sabedoria Alcione

“Este amor, me envenena. Mas todo amor sempre vale a pena”

Estou tentando tornar esta música um hino com A sabedoria para encarar os relacionamentos humanos. Sabe, daquelas de caderninho adolescente, “quem nunca sofreu por amor, nunca amou!”

“Desfalecer de prazer, morrer de dor
Tanto faz, eu quero mais amor”

Fora que a marrom cantando me dá uma saudade dos velhos tempos, saudades de karaokê, saudades até...de viver quase morrendo de amor. Mentira...disso eu morro de medo.

Estou um pouco constrangida de contar os últimos episódios do caso anterior, fiquei com vergonha da internet e de quem quer que possa estar lendo este blog adolescente, que não sejam vocês.

Só sei que rolou mais um episódio...e conversando com minha amiga Aline, ela me lembrou deste dito popular, desta sabedoria velha, deste clichê, desta máxima, deste ditado, desta expressão, desta maneira de encarara vida. Não que eu consiga, mas vou tentar lembrar dela quando, na minha cabeça, só vierem ideologias neoliberais ou comodistas (vide post anterior)

“Quem não viu e nem provou
Não viveu, nunca amou
Se a vida curta e o mundo é pequeno
Vou vivendo morrendo de amor
AHHHHH! Gostoso Veneno”