19 de abril de 2006

Reveldes

Virando alfacinha na frente da televisão, depois de mais uma manhã exaustiva de salas de aula resolvi dar um pulinho no Rebeldes, a sensação televisivo-mexicana do momento.
Medo!

Apesar de eu ter superado há algum tempo a idéia da televisãoquimera, que meda! A imagem que se faz da escola, é sempre a pior...agora eu entendo onde se encontram aqueles ali dos posts abaixo.

Episódio de hoje:
Uma sala de aula cheia de alunos ricos, de famílias aristocráticas. Colégio interno com uniforme tradicional. Leia-se: mini mini saia, camisa amarrada, bota salto agulha, cabelos tingidos com mexa (agora eu vejo a Pámela da 5ªB que imita os mesmos). Fora um suspensório pendurado, riidículo, e uma gravata amarrada direto no pescoço. Resumindo: barbies escolares ou fantasias sexuais de marmanjos.

Uma classe em fúria, guerra de bolinhas, professor de terno gritando nomes e levando bolinhada na cara (isso ainda não me aconteceu, os meus não miram em mim). De repente, o novo diretor entra. Silêncio, ele puxa a blusa da menina de barriga de fora, chama um garoto dark do fundão e diz que o sobrenome dele Bustamente não deveria aceitar hippies (hahaha).
Daí, o homem puxa uma navalha e ameaça cortar o cabelo do reveldinho dos reveldes. A tchurminha dos personagens principais interfere e evita a carnificina do pobre cabelo cuidadosamente despenteado com trancinhas (nem um rastinha sujo ele tem, pobrezinho do reveldinho).
E tem a fala final da cena:
“No intervalo vocês vão se dar conta do que eu posso fazer com os alunos....Reveldes!”, do diretor, arrumando os óculos com o dedo indicador naquela posição de hastalavista!

Fodio!