2 de março de 2007

Para um porta-retratos vazio.

Há anos comprei três quadrinhos de colocar fotos, em uma loja de 1,99.

De cara coloquei uma foto minha em um deles, o que pintei de vermelho. Alguns anos depois achei a foto para o amarelo: os pés dos meus amigos sentados em roda, em um encontro para outro mundo possível.

Mas aquele que eu pintei de azul permanecia vazio até hoje, quando encontrei a foto que a ele pertencia. Minha cachorra e seus dez filhotes.

É em homenagem a ela que inventei este outro final para sua vida, porque afinal, desaparecido é um estatuto político.

“Caminhou dias seguindo um rastro; este rastro era o cheiro que ela sempre procurara. Diferente e irresistível. Por causa dele ela andou para cada vez mais longe dos lugares que conhecia. Não se sabe quando ela chegou ao final da busca, mas na beira de uma cachoeira estavam muitos outros bichos. Cachorros de todos os tipos. E eles a reconheceram.

Grande mãe dos olhos amarelos, bem-vinda à sua nova casa – disseram."


Eu sei, no final do rastro, estava a fonte da liberdade.

8 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do final alternativo para a Preta dos Olhos Amarelos... Saudades das duas! Cris

eder disse...

Na cachoeira havia mamãe Oxum, a senhora das águas doces e das parideiras, com quem ainda se vê um bando de cães margeando águas claras e gélidas. Em destaque segue a parideira de dez filhotes, que teima em parecer arisca, mas que os olhos de amanhecer não escondem a docilidade.
Tive uma cadela preta que se perdeu. Princesa. Acho que as cadelas pretas assimilam mais horizontes...

Anônimo disse...

Eu tinha um cachorro que era preto e branco. Seu nome, Lucas, causava gargalhadas na vizinhança quando eu saía a sua procura. Seus olhos guardavam sempre, lá no fundo, uma tristeza controlada. Ele ficava horas parado no alto do terreno olhando a rua e chorava. Eu sabia o que ele queria, mas não estava disposta a perdê-lo, então o prendia em minha casa. Um dia sem pedir permissão ele foi atrás de sua índole vira-lata. Hoje não sei mais por onde anda aquele cão que falava.

amor,
Ana

Aline disse...

Essas bichas pretas de olhos amarelos são impossíveis porque são livres... acho que lá na cachoeira tinha um cachorro grande, peludo, caramelo e preto uivando de amor...

Beijos

Anônimo disse...

Essas homenagens ao cães vira-latas... Deixaram-me emocionada.
Cuca diz aí, o que vai ser e quando vai ser??
Beijos
Saudades Final de Semana tamos aí!! Com ou sem gripe!

Bia

Anônimo disse...

Afinal...descobriu-se que a liberdade era a apaziguadora de sua alma...descobrindo-a maior do que imaginava, não pôde se conter e teve de deixar orfãos todos aqueles que a amavam. Beijo grande. Rita

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