12 de março de 2009

Fado madrinha

Eu estava atravessando a Consolação, naquela faixa de pedestres que se atravessa em duas etapas, ou correndo pra não ser atropelada. Eu e mais centenas de estudantes.

Eu ia atravessar a Consolação depois de dois abraços num homem, uma troca de email, um coraçãozinho disparado.

Estava prestes a atravessar a Consolação quando chega um moço loiro com nariz de palhaço e boca com batom, me chamando de menina linda, se eu podia ajudar que ele era portador e estava vendendo uma revistinha.

Desisti de atravessar a Consolação. Ofereci um cigarro e ele disse que tava tratando uma tuberculose. Ele me perguntou porque eu sorria tanto, se era sempre tão simpática e eu disse que acabara de me despedir deste homem e que estava encantada.

Começamos a atravessar a Consolação, o sinal ficou verde, enquanto eu separava as moedas ele me desejou sorte com meu novo amor e disse que eu devia passar sombra violeta nos olhos, pois meu nariz era pequeno e ia ficar bonita.