16 de outubro de 2009

Picasso e o nu feminino


Percebi quando ele acordou e se vestiu em silêncio.
Não calçou os sapatos para não me despertar.
Fingi que continuava dormindo e senti quando ele sentou em minha cama e titubeou por um tempo, entre sair para a vida na rua, no inverno gelado, ou permanecer na minha cama quente, no quarto que cheirava a flores vermelhas e brancas que ele me dera de presente.
Nesta mesma hora, soube que ele voltaria.

*mais uma da série "ficção nas paredes do meu quarto"