16 de dezembro de 2004

Sede de vento bom.

Nesses últimos dias fiquei lembrando da minha adolescência em Itu. E de como eu sentia uma sede de todas as coisas, das músicas do mundo, dos filmes, das culturas, das viagens, do que bonito podia haver...

...sufocada na cidade e no meu pequeno quarto embaixo da casa, em noites de crise aguda de desidratação eu trepava no muro do vizinho e ficava sentada, só pra sentir o vento na cara, sinal de que o ar andava e por conseqüencia, o mundo estava girando independente da minha paradez.

Estou lendo uma história que me lembrou este episódio. A personagem associa as grande mudanças da vida dela ao vento que soprou naquele dia.

Hoje, tô com sede de vento bom.