22 de março de 2005

Meio Explicado

Eu estou meio apaixonada por um cara meio parecido com o Marco Ricca. Vocês acham que eu ia gostar de um cara que casou com a Luana Piovani, mesmo em filme? Vou contar a história.

Tudo começou naquela viagem pra Parati. Ele estava lá com uma namorada e com aquela galera de Campinas amigos do Du ique. Depois fomos pro Sono e ele foi também. Ficava na rede, fumando o dia inteiro, meio quieto. Na época, até doeu! Ta bom, mais um campineiro, mais um engenheiro. Naqueles tempos eu namorava o Moises, estava louco pelo dono do cachorro que vivia em casa e fiquei temporariamente louca por esse italiano. Ele tem algo de Marco Ricca, tem o meu tamanho, um olho parecido, um nariz meio grego meio italiano, é sério, charmoso, interessante, trabalha com vídeo, febem, ongs.. Pra engenheiro, saiu pela esquerda!

No ano seguinte encontrei com ele em uma festa do Maionese, no Riviera meio vazio. Conversei muitas horas seguidas com ele...nem lembro o que.

Agora, logo que entrei na festa do Lu a gente começou a conversar, horas seguidas. Lembrei que eu gostava dele. Falamos de trabalho (ele me deu a notícia do Ministério na Folhasp), de tatuagem, de música, de dança de salão, de misticismo, de religião, de cigarros, de casas, do centro, intercalados com umas voltinhas pela festa. Às vezes eu chegava pra conversar, as vezes ele. Daí...nada aconteceu. Separei um pedaço da capa de um talão de cheques, dou meu telefone ou não. Não encontrei caneta, não dei. Só ganhei um abraço meio demorado e meio tímido mas bem apertado. Fui embora sem contato, só descobri que mora meio vizinho, que nada no mesmo lugar que eu (que bom motivo para praticar esportes). Nem sei se o nome pelo qual eu o conheço é sobrenome ou apelido. Fui procurar no Google (não riam) e não encontrei nada. Espero não demorar mais dois anos pra vê-lo e descobrir o que foi aquilo.

Me deu uma crise de mel na festa. Até o guey (aquele que eu costumava paquerar), ficou me olhando horas. Pedi até pra Ju confirmar, pra ver se eu não estava delirando. Tinha também um louco com zóio estatelado me seguindo e tentando se meter nas conversas com o rapaz e no final um amigo bem interessante do Lu (meio Ernani Moraes) veio meio que me convidar pra ir num super show, mas eu não podia com a perna machucada. Uma explicação deste mel, eu acho, tem a ver com aquele Crash (estranhos prazeres). Homem não resiste a uma mulher de perna quebrada?! Hahaha
A Ju me xingou de lerda, de pior que ela. Mas não tava no clima de estrupo, e eu sou tímida. O que vocês acham? Só não vale dizer aquilo que eu já sei: que eu adoro um amor inventado!