26 de outubro de 2005

Um pouco mais sobre o Afanásio de todos nós.


A impressão que me resta do resultado final desta batalha entre as torcidas de cá e de lá (com alguns viracasacas para quem dou o meu voto apesar de não compartilhar desta razão niilista) é que deixaram aquele afanasiozinho que mora dentro de todo mundo sair feliz e contente achando que suas idéias são geniais, e pior, aplicáveis.

Voltando pra antes do começo então.
Escolhi o Afanásio como um símbolo, mais midiático. Esse monstrinho conservador poderia também ser chamado de Erasminho ou Jairzinho, ou qualquer um de sua preferência. O discurso é o mesmo.

Agora, pro começo.
Nos meus exercícios de previsão de futuro percebi que o barco afundou mesmo. A população parece não demonstrar só desilusão com a esquerda, vulgo Lula. Esta desilusão pode e parece ter sido transformada em outras perspectivas que convocam a adoção de outras políticas. Políticas condenáveis por mim e que partem de outros princípios. Para sermos mais claros, temo com desespero que saindo da pauta e do planalto quem teoricamente pensava a igualdade e justiça social como solução, as que vierem substituir sejam aquelas identificadas com aquele pessoal do lado de lá.
Ganhando o direito de legítima defesa, que está na pauta da TFP e de outras galeras da torcida inimiga, a proibição total do aborto, a redução ou abolição da maioridade penal, a pena de morte ou a perpétua ganhem a dimensão de lei apoiados pelo mesmo afanasiozinho de todos nós.

E depois do fim
Derrota para o argumento da manipulação quimérica da grande mídia. Mesmo com o bombardeio da Rede Globo, Folha, Estado, O Globo a favor do SIM, a derrota foi feia. Lembro pela última vez do Jesus Martín-Barbero: sem a cumplicidade cultural de determinadas demandas e discursos, os meios de comunicação não são nada. Desta vez, o publicitário do Collor ganhou da Rede Globo, porque soube de maneira espetacular alimentar o mostrinho conservador que mora dentro de tantos.

4 comentários:

Futebol e Resistência disse...

Fiquei pensando também muito nessa nefasta perguntinha, vulgo referendo, empurrada goela a baixo. O engraçado é que meu “Não!” tem bem pouco a ver com o não do Roberto Jefferson; meu “Sim!” tem algo a ver com o “sim” do Chico Buarque, entretanto nada com o “sim” da Folha; mas veja: o que me ecafifa mais do que a impossibilidade de dizer o meu “porque isso ou aquilo”, é pensar onde enfio o meu “talvez” (não, eu não aceito sugestões!)
Beijo e abraço
>>>

Raquel disse...

Oi cuquinha!
sobre isso: Me deu um medão danado (e não era esse o propósito de tudo?). fiquei pensando em quem votaria SIM e quem votaria NÃO. Decidi. Acabei indo de bicicleta, na chuva, até o colégio mais próximo e disse "estou ausente." Cada coisa, viu?
Beijão para você!
Saudade de tomar cerveja contigo!

somebody disse...

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