1 de agosto de 2005

Meu dia começou cansado...

Assim começou mais esse dia de segunda feira. Que foi salvo, pela manhã, pela história que meu primo escreveu, e que ele me deu ontem pra ler, que eu li hoje de manhã em um dia que começou antigo e cansado.

E a história começa assim: Meu dia começou cansado...

Começou cansado porque eu, há cinco horas atrás, estava em um bar, embriagada, no final do domingo santo. Estava com a pessoa por quem estou apaixonada, pelo menos quatro dias por semana. Fazendo aquele esforço pra conhecer mesmo a pessoa por quem você está apaixonada eu disse: eu tenho ânsia de te ver. Pra ver se ele não chega mais atrasado e me beija com a boca de feijão/paixão/tesão/ ou estas coisas que só o Chico sabe rimar. As ressacas são imorais, e eu nem seu porque eu me senti mal hoje pela manhã. Deve ser porque eu estou cansada.

Começou antigo também meu dia, com uma velha sensação de ter perdido o trem, de não ter planejado a semana nos segundos que antecedem o sono do domingo. Coisa importante estes segundos, pra fazer acreditar que nesta semana algo de muito legal vai acontecer, ou eu vou fazer algo de muito legal. E não que eu vou chegar no trabalho e os computadores todos alinhados me falarão, bom dia! ótima semana! e com voz metálica.... que cara de ressaca é esta?
Acordei com saudades também, porque quando a gente bebe muito: alguma coisa vai embora, ou foge, ou se esconde. E parece que a comunicação fica meu cheia de chiados, que nem tv antiga. No fundo é por não lembrar tudo que disse, e lembrar ainda que eu disse que tenho ânsia (da ansiedade mesmo), é que fiquei com vergonha do meu computador nesta manhã. Acho que ainda estou bêbada, não liguem pra estas conversas nonsenses.