8 de novembro de 2005

Me peçam depois pra contar dos pulgões

Mais uma vez escrevo em itens, mais pela necessidade de atualização deste brog. Ando pensando tantas, tantas que não dá pra ter coerência. Ou será que eu já tive?

. A maior novidade é que acabo de ser convocada no concurso para professora do Estado. No tempo certo, depois do mestradim e talvez para assumir só no ano que vem. Tudo me embaralha a cabeça agora: emprego público, duas férias por ano, moleques interessantíssimos, moleques sofridos, loucura. O professorado é uma das classes mais loucas que conheço, no bom e no mal sentido. Medo de perder a tão cultivada sanidade mental que quem me conhece mesmo sabe que eu nunca tive.

. Sobre as coisas velhas então. Percebi hoje que estou falando sozinha, na rua, enquanto caminho e até no elevador. E o pior é que só me toquei porque as pessoas estavam me olhando esquisito. Na hora eu brigava com um moço em voz alta, discutia tudo o que eu falei ou deixei de falar. Que sintoma de sanidade!

. Estou lendo um livro muito empolgante. Se chama Afrodita e foi a Isabel Allende que escreveu. É sobre culinária e erotismo, cheiro e desejo, em última instância gula e luxúria, de acordo com ela os únicos pecados capitais que valem a pena. Ela fala, na introdução, sobre a relação entre comer e comer, que me lembrou da velha máxima: quem nunca teve um orgasmo gástrico? Ela conta de uma simpatia antiga, que se parece muito com o velho “coar café na calça”, um pouco mais complicadinha talvez. Mistura farinha, água e faz uma massa. Molde esta massa na sua menina, com muito cuidado, para incorporar eflúvios, põe pra assar e dê para o amado comer.

. Estou “acelulada”, sentindo uma imensa liberdade. Cheguei a vincular o piriririri do toque musical ao nome de uma pessoa que esperei muito muito ligar,vestida pronta na sala de estar. O celular quebrou, o conserto demorou e eu...me sinto muito feliz!