...mais ou menos, altos, altíssimmos, baixos, baixíssimos mas em geral, médio. Um pouco de vontade de chorar, um pouco de orgulho, outro tanto de vergonha, uma pitada de humilhação, outra de saudade. meio louca, histérica, tranqüila, determinada, com dúvida, muito segura, com certeza que sim, com certeza que nunca mais...
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Um pouco mais sobre o Afanásio de todos nós.
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A impressão que me resta do resultado final desta batalha entre as torcidas de cá e de lá (com alguns viracasacas para quem dou o meu voto apesar de não compartilhar desta razão niilista) é que deixaram aquele afanasiozinho que mora dentro de todo mundo sair feliz e contente achando que suas idéias são geniais, e pior, aplicáveis. Voltando pra antes do começo então. Escolhi o Afanásio como um símbolo, mais midiático. Esse monstrinho conservador poderia também ser chamado de Erasminho ou Jairzinho, ou qualquer um de sua preferência. O discurso é o mesmo. Agora, pro começo. Nos meus exercícios de previsão de futuro percebi que o barco afundou mesmo. A população parece não demonstrar só desilusão com a esquerda, vulgo Lula. Esta desilusão pode e parece ter sido transformada em outras perspectivas que convocam a adoção de outras políticas. Políticas condenáveis por mim e que partem de outros princípios. Para sermos mais claros, temo com desespero que saindo da pauta e do planalto quem teor...
“Não irmão, artista não!”
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Eu queria ser artista. Artista que é artista é aquele que consegue transformar angústia em expressão, qualquer que seja. Se eu pudesse fazer um xerox fotocópia de meu cérebro e coração neste momento isso não seria necessário. Não dá pra fazer isso, nem com raio-x que eu tenho um monte. Então eu precisava ser poeta. Precisava ter aquela incrível capacidade de síntese emocional que alguns tem aos conseguir contar com as mesmas palavras que eu tenho, as coisas mais tristes ou felizes. Sínteses, só. A solução para crises de expressão para quem sofre de angústia crônica como eu são dois: atazanar as amigas com conversas sem nexo ou terapia psicanalítica. Ambos, um porre! O primeiro porque você fica com a sensação de que ninguém merece escutar o que você está pensando, de novo. Rola uma certa impaciência para escutar infinitas vezes sobre o mesmo assunto, e ainda por cima não seguir os conselhos lógicos que lhe são oferecidos, não ter atitudes coerentes. O segundo envolve o maldito velho bar...
A incrível batalha dos “Cidadãos de Bem” contra “Os dedos alados”
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Estamos a uma semana do referendo e algumas coisas estão me deixando nervosa. As duas posições envolvem certo tipo de cegueira danosa e daninha, os debates estão tão esquizofrênicos quanto a proposta de revisão de um direito constitucional de maneira apressada e bem deslocada de outras amplas realidades que envolvem a Segurança Pública. Não sou capaz de retomar a trajetória desta discussão de desarmar a população. Retomo então, minha trajetória de envolvimento, sem mesmo gostar, com estes casos. Acho que foi na década de 90 que alguns pesquisadores de centro-esquerda começaram a pensar a Segurança Pública fora daquelas idéias de repressão violenta, prisão, pena de morte, punição dura, justiça implacável, característica daquela parcela da população sentada do outro lado, com os quais não partilho nada. Acho também que dentro dessa imensa pauta, que consideraria a justiça social e igualdade econômica como pressupostos, estariam também outras propostas como unificação das polícias, políci...
Ta todo mundo espiano...
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Cansei desse blog, cansei dos meus sentimentalismos baratos (para os outros, claro pois para mim saem meio caros). Nesse momento de mudar de vida caberia um silêncio reservado, porque ninguém merece escutar o que estou pensando. Essa decisão vem também de uma crítica, pequena porém dolorida, que sofreu minha dissertação: “Certa dose de egolatria” Ta vendo no que dá se meter com jornalista? Três anos e deu no que deu. Se bem que alguns poderiam dizer que é de nascença. A decisão agora é que neste blogue só constará, a partir de hoje, considerações filosóficas sobre minha vida. Chega de fofoca, de diz que disse. Com um certo espaço para parábolas ilustrativas. E um toque de sabedorias incompreensíveis. Coisas que no mínimo me façam pensar pra escrever. Não mais vômitos desabafantes emocionados e bêbados. Quando eu não souber o que dizer, recorro ao meu repertório de frases, entre aspas, com citação de fonte. Com muito mais credibilidade. Por exemplo, sobre o amor, meu amor difícil e sofr...
Vazio carregado de surpresas.
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É certo, defendi, sou mestre, mas a segundona seguinte me pareceu igual. No fundo essas passagens são iguais a ano-novo ou aniversário. São passagens, rituais, símbolos...mas que mudam pouco o dia seguinte. Tenho tanta coisa pra esperar agora que nem sei por onde começar. Fazer uma viagem? Fazer doutorado? Fazer regime? Virar professora? Fazer um filho? Um jornal? Uma revista? Outra graduação? Outro mestrado? Um curso de corte-costura? Oficinas no Sesc? Volto pra Cuba? É claro, o alívio não tem preço. Dá até um vazio, que reflete na preguiça de acordar. Mas pelo menos, é um vazio cheio de expectativas, do que será que eu quero ser quando eu crescer...
“Eloqüência”
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Ou “elouqüencia”, que deveria ser a palavra correta, meio relacionado a “louca”, que é como me sinto agora. Se tiverem que torcer por mim, rezem, peçam, inspirem minha eloqüência para que amanhã, a essa hora, eu já seja uma mestre. Faz dois dias que não trabalho, que pareço uma louca quente vagando entre computador, cozinha, varanda, rua. Preparo uns parágrafos da defesa, que contou com sete minutos, menos do que o desejado. Já terminei e não gostei do que fiz. Mas o problema está nesta palavra, defender o que se faz é, mas não deveria, ser difícil pra mim. Botei a alma aos bofes. Preocupada também com a festa, que no fundo é o melhor de tudo, escrevi para os amigos realmente esperando por todos. Liguei para outros de quem não tinha emeio. Foi engraçado, pois de cada um recebi um conselho, um melhor que o outro. 1. Meu professor de inglês, na prova oral que tive hoje: “Breath, remember breath. And...let them wait!” 2. A primeira conversa com Oriana, recém defendida, guerreira pra caral...
Cratera no estômago
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A defesa foi marcada, e no mesmo segundo uma cratera foi aberta no meu estômago. Maldito ácido corrosivo. Medo pânico de defender o que escrevi, que nem sei se concordo mais, já passou muito tempo. Não gostei de tanta coisa ali! Insegurança intelectual que não passou nestes três anos e uma dissertação depois. Desta forma peço a meus amigos que não venham para a defesa. Não me levem a mal, mas não quero público neste momento que considero difícil pra caramba. Nem mesmo público amigo que tenho certeza que qualquer problema ia me apoiar até o fim, dizendo que a banca é cretina, ou mesmo usando de violência para fazê-los assinar o formulário que me dirá: mestre. Sobre a jornada de festas comemorativas ainda nem consegui pensar direito. Mas tenho certeza, e essa sim poderia defender com unhas e dentes em frente a uma banca, de que quero todos nas festas, longínquos ou presentes. Começa na sexta dia 30, não sei quando vai parar...
que não tem fim
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“ Eu vou te dar um prato de flores e no seu ventre vou fazer o meu jardim que não tem fim que não tem fim” Continuo o esforço pela diversificação das paixões. Livros, outras pessoas amigas, trabalhinhos, planos para outro blog, risadas, bebedeiras, comidas. Os dois últimos, além da conta. Visitei meus cachorros ontem, eles estão lindos e felizes. A baleia uma senhora respeitável, com cataratas e dentes poídos. A zaza gorda e meiga e brava como sempre. A chica também gorda mas bem musculosa, com as berebas usuais, uivando lindinha como sempre. O bê feliz e trouxa. A capitu, minúscula. Fiquei feliz que até vim fedendo cachorro pra casa, de saudade daquela muafa que só a matilha inteira sabe cultivar, por mais banhos que tomem. No mais, comi ameixinha do pé, visitei cachoeira na chuva, espantei gambá da lareira, tomei vinho e esquentei o pé gelado nos pés do moço que foi comigo. Coisa quente que é isso tudo, apesar do frio do feriado de pátria independente. Estou apaixonada também pelo si...
Política das múltiplas paixões
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Alerta: estou piegas! Acordei sábado no meio da noite, olhei pro meu lado e vi que estava completamente apaixonada. Perdida mesmo, fodida, amarrada, desesperada, ansiosa, feliz. Minha mente de fortes tendências objetivo-sintéticas tenta dar conta de entender o que se passa, de prever o que vai se passar comigo. Descobri que eu tenho medo mesmo é de odiar, e não de amar. No fundo é a mesma coisa, mas muito pior. Elaboro então estratégias, com a ajuda de meus amigos, das velas que acendo, dos livros de amor que eu leio. Estratégias pra não odiar, que tratem ao mesmo tempo de não me deixar viver seca como eu estava há um tempo, ou morrer afogada. A mais recente delas é a das múltiplas paixões, sentenciada sem querer por um amigo urbanista. Aproveitar essa coisa energética bem estranha que é a paixão e disseminar para todos os lados. Ou nadar, trabalhar, andar, estudar, ler, ouvir música, escrever, sonhar. O que nunca fazer com esta mesma energia: esperar um telefonema, comer, fumar, beber...
Um cachorro muito amigo meu
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Há alguns dias foi morto um cachorro amigo meu. Amigo nosso, na verdade. Na galera todo mundo se olha e lembra: você soube do Jagunço? Falei com o dono dele ontem, pessoa que guardo em lugares estranhíssimos, como ali em baixo da escrivaninha junto daquela foto. Esta foto nem sei bem quando eu fotografei, lá no chão da cozinha de uma casa que nem existe mais, o dono e o cão em uma foto simétrica, um deitado no colo do outro, cabelo, pêlo, barba, tudo misturado e amigo. Tirei a foto de debaixo da escrivaninha, tentei deixar lá mesmo o dono, e coloquei no mural. Falei com o dono ontem que me contou história tão triste que tem lágrima encravada no meu olho até agora. Jagunço morre de bala, né Cuca? Não! Volta pra cá, vem beber, vem conversar, vamos brindar o cachorro que morreu. Tão melancólico este cachorro, ele chorava de amor, lembra? Ele brincava com as cachorras crianças, ele atendia o assobio, ele uivava tão fácil, ele tinha barba, ele andava sem coleira, ele era briguento, ele tinh...
Corra pra casa...
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Tem dias que você tem que correr pra casa, trancar portas e janelas, acender uma vela, se embrulhar no lençol. Se esconder, medo. Ontem começou bem com uma segunda qualquer, descambou depois do meio dia. Apesar que de manhã encontrei uma bereba em cima da minha cicatriz novinha! É micose, disse a fisioterapeuta. Logo depois minha adorável chefe deu indiretas de que havia descoberto que eu ando fazendo duas horas de almoço, essa vida de bater ponto me irrita. Sim, eu fujo pra musculação numa hora de almoço prolongada. Logo depois derrubei meu celular dentro d´água. Tudo no mesmo dia. Chorei, liguei pro moço e chorei de raiva. Que merda de dia. Vou correr pra casa, estou com medo, nada mais horrível... No fim do dia me contam que o Jagunço foi morto. Morreu com um tiro. Morreu o Jagunço.
Por que eu saí do orkut?
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Uma amiga foi a primeira a notar, outros amigos vieram na seqüência. Perguntaram o porquê. Quem me conhece sabe, sou uma pessoa bem chegada a uma maneira de raciocinar próxima a chamada pelos incrédulos de “teoria da conspiração”. Outros mais atentos diriam que é “visão de futuro”, outros mais técnicos, “paranóia”. Eu digo, no mínimo, “desconfiança”. Existe uma balbúrdia criada em cima desta “comunidade de relacionamentos” principalmente pela Folha que me incomoda. A impressão que me dá é que os jornalistas perdem todo aquele tempo de sobra fuçando em suas páginas no orkut cada um com seus 500 amigos e/ou fãs. Nos últimos meses o orkut foi notícia de diversas formas. Até mesmo as mais ridículas, tipo “orkut fica fora do ar por quatro horas”, ou, “internautas reclamam do sumiço de comunidades”. É o tipo de pauta de quem está por dentro do negócio. Fora isso, o inegável formato de páginas policiais. “Me diga”, sem nenhum sopapo, “do que você gosta e com quem você anda”. Ninguém é capaz d...
Meu dia começou cansado...
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Assim começou mais esse dia de segunda feira. Que foi salvo, pela manhã, pela história que meu primo escreveu, e que ele me deu ontem pra ler, que eu li hoje de manhã em um dia que começou antigo e cansado. E a história começa assim: Meu dia começou cansado... Começou cansado porque eu, há cinco horas atrás, estava em um bar, embriagada, no final do domingo santo. Estava com a pessoa por quem estou apaixonada, pelo menos quatro dias por semana. Fazendo aquele esforço pra conhecer mesmo a pessoa por quem você está apaixonada eu disse: eu tenho ânsia de te ver. Pra ver se ele não chega mais atrasado e me beija com a boca de feijão/paixão/tesão/ ou estas coisas que só o Chico sabe rimar. As ressacas são imorais, e eu nem seu porque eu me senti mal hoje pela manhã. Deve ser porque eu estou cansada. Começou antigo também meu dia, com uma velha sensação de ter perdido o trem, de não ter planejado a semana nos segundos que antecedem o sono do domingo. Coisa importante estes segundos, pra faze...
Medo de quê?
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Grupos de crianças vem visitar a folha, normalmente de classe média-alta. Quando entendem como funciona um jornal, piram nos computadores e nas fotos do Harry Potter cadastradas num arquivo digital. Dias atrás chegaram as crianças de um projeto educacional da favela Zaki Narchi. Tinham menos de sete anos de idade, mas entendiam muito mais de medo do que qualquer pessoa. O rapaz começou a exposição como todos os dias. Perguntou do Harry Potter, um levantou a mão. Lembrou-se então de perguntar se alguém já tinha visto um computador, um levantou a mão. Explicou que aquilo se chamava mouse, que era rato em inglês. A menininha levantou a mão e perguntou se ele corria quando tentavam matar ele. Começou então algum diálogo. Enquanto isso, estou lendo o jornal numa mesa bem perto. Os três menininhos do fundão, de mãos no bolso e indiferença de adolescente se aproximam de mim. Um deles aponta para uma foto de pneus em chamas, protesto pela morte da mãe e dois filhos em Diadema por um policial m...
Váááááárias do dia de hoje
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Vááááárias coisas pra comentar, outras eu nem comento. Pra facilitar a atualização do querido leitor vou escrever em itens; minha cabeça ta desorganizada, minha vida está corridíssima, mas eu gosto mesmo disso. 1. Depois de 3 anos, 170 páginas, 48 notas de rodapé, 45 livros na bibliografia, 1 viagem, 1 cirurgia, 3 amores, 3 casas, 4.219 crises, 2 semanas de insônia, 9 fitas de vídeo com imagens gravadas, 5 fitas com entrevistas, 7 versões quase finais, 8 cópias encadernadas em espiral, 2 ônibus até a usp, 1 assinatura, EU VOU DEPOSITAR NA SEXTA-FEIRA. Sem mais. 2. Constatei hoje: como pude viver tantos anos sem a voz da Na Ozzetti? Estou obcecadamente ouvindo na amiga rádio uol a música que diz coisas tão bonitas, ( mesmo que não tenha sido ela quem escreveu, quem “diz” é ela) “De um lado vem você com seu jeitinho Hábil, hábil, hábil E pronto! Me conquista com seu dom” (...) “Um método de agir que é tão astuto Com jeitinho alcança tudo, tudo, tudo É só se entregar, é não resistir, é ca...
Heranças que queremos ter
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Tudo isso é porque não consigo parar de pensar que o José Serra que cercar a Praça da República. Com grades. Queria muito conversar com meus amigos urbanistas sobre isso, propor ações de boicote ou mesmo ação direta efetiva e violenta. Tudo isso faz parte daquela mesma visão higienista de revitalização do centro. Andréa Matarazzo, o subsecretário da Sé, afirmou em uma entrevista para uma revista judaica, que os problemas do centro de São Paulo são os moradores de rua e os ambulantes. E para tirar cada vez mais estas vidas que matam o centro, na visão deles, a Sé será reformada, e os canteiros retirados, para dar mais segurança e não possibilitar nenhum lugar para dormir aos que não tem casa, ou como voltar pra ela. Da mesma forma uma revitalização silenciosa ocorre em todas as marquises, muretas, beirais das lojas, bancos. Morando aqui eu acompanho o processo de colocação de espetos, cacos de vidro ou até lindos vasos de concreto com árvores em lugares que antes ofereciam um pequeno te...
O que alimenta
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Vocês devem ter percebido a dificuldade em atualizar essa coisa, mesmo passando o dia inteiro na frente do computador. Está meio atrasado, queria ter tempo de contar grandes coisas, mas na verdade, elas não aconteceram. Estou com vidinha rotineira. Indo trabalhar as 8 da manhã, pra poder sair ainda com a luz do sol. Não saí a semana inteira, trabalhei nos projetos em casa, corrigi os erros de português da dissertação, fui no correio mandar cartas, fui na reunião com orientadora, fiz sopa de legumes pra jantar melhor. Tudo isso até ontem. Vim no debate sobre Reforma Agrária aqui na Folhasp e encontrei amigos de surpresa; logo fugimos do debate ruim, corremos pro largo e em volta de mesinhas de ferro nos sentimos muito melhor. Tomando muitas cervejas, muitos cigarros, trocamos planos para o futuro, combinamos de mudar o mundo, de tocar projetos, de trabalhar levando em frente alguns sonhos, atualizamos as vidas. De manhã, com aquele sono pra levantar, de novo as 7:00, lembrei que os amig...
Mulher independente procura...
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Muito me achando independente, estou sábado à noite solitária, decidia a não ligar, terminando a dissertação, de banho tomado, janta feita, cozinha arrumada. À tarde, fiz compras de comidas e trouxe um vinho pra casa, imaginando uma noite de luxúria com o Word aberto na página 102. Muito me achando independente, tirei a casquinha da garrafa e enfiei o saca-rolhas. E a garrafa não abria de jeito nenhum. Tentei puxar, empurrar, nada. Apelei para o porteiro já com alguma vergonha. Atrás do balcão estava a Lucy, a porteira mulher que causa algum espanto nos que vem me visitar. Muito simpática, tentou puxar a rolha. Rimos com vergonha, “tem que ser força de homem”. Respondi, “segura aí que eu puxo”. Nem se mexeu a rolha. Muito independente que sou saí na rua disposta a achar um homem. A Lucy observando da porta, meio risonha, meio incentivando. Eu manquitola e segurando a garrafa com um saca-rolha enfiado, era uma ceninha! Olhei pro lado e vi um casal empolgado se beijando e abraçando. Pens...